Dividir para multiplicar

A intenção do bom mestre é ser superado por seus discípulos; a dos discípulos superarem os mestres.

Nelson Trad deixou esse legado aos filhos. Ele, carreira solo na política de Mato Grosso do Sul, ativista na política antes de ter seus direitos políticos casados, quando deputado sobressaiu-se entre seus pares.

Dividir a família entre demais partidos políticos para dominar de forma mais harmônica uma bancada ampla, ou de muitas candidaturas ligadas a eles.

Fábio Trade e Marquinhos dominam o PSD; Nelsinho Trad o PTB, legendas dos caquéticos e velhos políticos da direita no estado. Também parecem ter grande influência no Tribunal de Justiça e Tribunal Regional Eleitoral. Influência que colocou o TJ sob a lupa do Conselho Nacional de Justiça.

O Pior aspecto é a influência exercida entre o eleitorado que não percebeu, ainda, que não são renovação, mas a continuidade da velha política rechaçada por uma população que vai se conscientizando, como se o espírito do pai permanecesse ativo aqui na urbe.

Incapacidade ou o que?

Nelsinho administrou a Capital e está envolvido em denúncias e investigações. Marquinhos tem demonstrado “competência desadiministrativa” em especial na Saúde e Educação, conforme já havia feito seu irmão.

É sempre bom recordar que Nelsinho havia sido inocentado pelo TJ, ainda que ampla investigação levada a cabo pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). No entanto, pelo fato de haver verba federal empenhada, a investigação passou a ser sob a responsabilidade do Ministério Público Federal. Assim, acabou-se o compadrio.

O atual prefeito, vem sendo questionado por profissionais especialmente da Saúde e pela população que não consegue atendimento digno. Foram 30 anos se preparando para governar a Capital – conforme declarou sempre durante a campanha – aparentemente jogados fora.

Agora mais uma, mesmo com a redução no preço do diesel ainda no meio do ano já se estuda novo reajuste da tarifa dos transportes urbanos, para cima, ainda no primero semestre.

Uma corrida maluca

Sem opções fortes para o governo do estado – entre denunciados, tornozeleiras, gatos pretos e os pífios -, os cabeças da política estadual correm para lançar suas candidaturas ao Senado e a Câmara.

Estão entregando de bandeja para a reeleição do atual governador. E as dicussões dentro dos partidos gira em torno de coligar-se com os tucanos, na base do menos pior, buscando as migalhas dos votos que possam cair sob a mesa.

Bernal conta com seu melhor cabo eleitoral, Marquinhos Trad e sua administração desastrosa, visualizou primeiro e soma forças com Reinaldo Azambuja, mas resistirá a dividir o palanque com PSD e PTB, além de outros, ou vai de chapa pura elegendo-se deputado federal e talvez dois parceiros na Assembleia Legislativa?

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