O tráfico de drogas: do luxo à tragédia

Quando o subtenente da Polícia Militar Silvio César Molina Azevedo foi preso pela Polícia Federal, na manhã de segunda-feira (25), a morte do teu filho, Jéferson Henrique Piovezan Azevedo Molina, de 25 anos, completava um ano. O rapaz foi brutalmente assassinado em um bar na cidade de Mundo Novo no dia 17 de junho de 2017. Na ocasião, ele foi alvejado por pistoleiros enquanto conversava com amigos, o menino foi atingido por oito disparos de uma pistola 9 mm e morreu horas depois de dar entrada no hospital.

Na época, os amigos da vítima contaram aos investigadores que uma motocicleta Titan, ocupada por duas pessoas, se aproximou e efetuou os disparos apenas contra o jovem. A delegacia de Mundo Novo registrou o caso como homicídio qualificado.

Conhecido como ‘Jeffinho Molina’, o rapaz tinha uma ficha criminal extensa. Chegou a ser preso em 2016 por porte ilegal de arma de fogo, uma pistola .380, em Salto Del Guairá, no Paraguai. Ele estava acompanhado de um traficante, Adayldo de Freitas Ferreira, foragido da justiça e conhecido por ser o maior traficando do Nordeste Brasileiro. Eles foram presos na Receita Federal, ao tentar entrar no país com a arma, de uso restrito, sendo que cada um trazia uma unidade.

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O filho, Jéferson, e o pai, Silvio César Molina (Foto: Facebook/Reprodução)

O assassinato do garoto, cujos responsáveis nunca foram presos, tem ligação com o tráfico de drogas e a sua constante disputa na região de fronteira com o Paraguai. A morte dele, um mês após completar 25 anos de idade, foi a pior consequência que o mundo do crime deu a Família Molina, um ponto negativo em meio a vida de luxo que tinham, sempre sustentados pelo tráfico de drogas. Pelas redes sociais da família, é possível encontrar inúmeras mensagens de lamentação pela morte do rapaz, em especial por parte de sua mãe e de uma das irmãs.

A propósito, as redes sociais também entregam muito coisa referente á família, como carros de luxo – no perfil da esposa do PM a foto de capa traz uma Ferrari amarela avaliada em mais de R$ 500 mil – numa outra imagem, a foto do filho em Paris (França), dentro de um carro conversível. Festas, roupas de gala e champanhe completam a ostentação que Silvio César Molina e Cia usufruíam. A última mensagem publicada pela esposa, um dia antes da operação da PF, parece premeditar algo. “A maior tristeza não se encontra nos olhos de quem chora, mas sim no coração de quem finge sorrir”, postou.

Laços de Família

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Coletiva da PF que apresentou os detalhes da operação

O subtenente da Polícia Militar, lotado em Eldorado, foi preso na segunda-feira (25) durante a Operação Laços de Família, desencadeada pela Polícia Federal. O militar é apontado como o chefe de uma quadrilha de tráfico de drogas que atuava na região do Conesul de Mato Grosso do Sul, abastecendo facções criminosas do país, em especial o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, 35 de busca e apreensão, 136 de sequestro de veículos terrestres, sete mandados de sequestros de aeronaves, cinco de embarcações de luxo e 25 de imóveis. A PF pediu o sequestro de 136 veículos usados pelo bando. 15 pessoas foram presas, desses, sete foram levados para o Presídio Federal de Campo Grande, um para o Presídio Militar de Campo Grande, os outros alvos já cumpriam pena em estabelecimentos penais em Mato Grosso do Sul.

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