Fundamentais nos negócios da Família Molina, Justiça mantém mãe e filha presas

Roseleia Teixeira Piovezan Molina e Jéssica Piovezan Azevedo Molina, esposa e filha (respectivamente) do subtenente da Polícia Militar, Silvio César Molina Azevedo, eram as responsáveis por cobrar as dívidas de traficantes, controlar os créditos da família e até mesmo por comandar as execuções para vingar a morte de Jefferson Molina, filho do policial e que foi morto por pistoleiros em um bar na cidade de Mundo Novo, no dia 17 de junho de 2017. As duas mulheres em pauta estão presas desde o dia 25 de junho, quando foi deflagrada pela polícia a Operação ‘Laços de Família’.

Nesta semana, a 3ª Vara Federal de Campo Grande, sob a responsabilidade do juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, manteve a prisão preventiva das duas acusadas. No despacho, ele destacou que as mulheres possuíam papel de destaque na organização criminosa, contrariando o argumento da defesa de que a investigação não individualizou a conduta das mulheres na organização criminosa. Os advogados ingressaram com o pedido de habeas corpus ou substituição da prisão preventiva por medidas cautelares e alegaram também que o risco de fuga (por residirem na fronteira) não é fator para manter o confinamento.

O trabalho realizado pelas mulheres da Família Molina

A investigação apontou que a filha de Sílvio Molina, Jéssica, assumiu o ‘controle dos créditos’ da família após o assassinato do irmão, Jefferson. Já Roseleia atuou como batedora de carga de contrabando de cigarros por, pelo menos, 12 anos.

Em julho do ano passado, mãe e filha foram até o Rio Grande do Norte para receber dos traficantes, identificados como Bebê, Vavá e Pacote, um veículo Hyundai Tucson 2016 como parte de um pagamento.

A polícia também descobriu que a família estava se preparando para vingar o assassinato de Jefferson. Eles estariam comprando armamento, contatando policiais e pistoleiros e Jéssica é quem estaria no comando da ação.

Laços de Família

A Família Molina, conforme apurou a investigação, atuava no comando do tráfico de drogas na região do Conesul de Mato Grosso do Sul, abastecendo facções criminosas do país, em especial o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na época da operação, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, 35 de busca e apreensão, 136 de sequestro de veículos terrestres, sete mandados de sequestros de aeronaves, cinco de embarcações de luxo e 25 de imóveis.

A PF pediu o sequestro de 136 veículos usados pelo bando. 15 pessoas foram presas, desses, sete foram levados para o Presídio Federal de Campo Grande, um para o Presídio Militar de Campo Grande, os outros alvos já cumpriam pena em estabelecimentos penais em Mato Grosso do Sul.

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