SAMU da Capital deve ganhar novas ambulâncias em até 60 dias

Até o final de setembro, Campo Grande deverá ganhar do Governo Federal pelo menos 10 novas ambulâncias para reforçar a frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A informação partiu do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), que na segunda-feira (30) participou de uma reunião, juntamente com autoridades políticas da Capital e do Ministério Público Estadual (MPE/MS), para discutir diversos assuntos relacionados á área da Saúde Pública.

O representante do Governo Federal disse que, dentro de 60 dias, a cidade deve receber três novas ambulâncias do tipo “Alfa” (Avançada), cinco ambulâncias do tipo “Básicas“ e duas do tipo 4×4 para atendimento em zona rural. Marun destacou que como se trata de busca de soluções emergenciais, e tendo em vista os trâmites administrativos necessários, vai intervir visando empreender agilidade no processo de disponibilização de novos veículos para o SAMU.

Recentemente, o MPE instaurou um Inquérito Civil (n. 06.2018.00002166-5) para apurar a insuficiência do número de ambulâncias do SAMU em efetiva operação em Campo Grande. O caso veio á tona após a coordenadora do SAMU, Maithê Galhardo, expor em audiência pública da Assembleia Legislativa, realizada no início de julho, a real situação do serviço na cidade, que até então contava com apenas dois veículos em operação.

Justificativas para a falta de ambulâncias

 

Presente no encontro, o secretário Municipal de Saúde, Marcelo Luiz Brandão Vilela, explicou que a insuficiência das ambulâncias se deve em razão do desfazimento de sete unidades que não foram repostas, gerando um déficit para o serviço de atendimento móvel de urgência.

O prefeito Marcos Trad expôs o alto custo, despendido pelo Município, com a manutenção de ambulâncias, o que tem gerado dificuldades orçamentárias para a os serviços de saúde e pontuou que, nos últimos 10 anos, Campo Grande quase que duplicou a frota de motocicletas, com aumento da necessidade do atendimento de urgência.

A falta de leitos e o custeio do Hospital do Trauma

Durante a reunião de segunda-feira, a promotora de Justiça Filomena Aparecida Depólito Fluminhan, titular da 32ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública, destacou existência da Ação Civil Pública n. 0831089-10.2014.8.12.0001, que visa à ampliação do número de leitos em Campo Grande. A finalidade da ação é estabelecer meios para que seja garantido o acesso a leito hospitalar, sendo imprescindível para esse aumento de leitos a implementação do Hospital do Trauma.

Filomena Fluminhan salientou ainda a necessidade do aumento do Teto de Financiamento da Saúde do Município de Campo Grande por parte do Governo Federal, destacando que o Estado já está aportando os recursos mínimos e o Município aporta valores muito superiores ao mínimo constitucional, no entanto, possui outros serviços essenciais que devem ser também garantidos.

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