Correios deve entrar em greve na terça-feira; a segunda de 2018

Falta de acordo entre os trabalhadores e a direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos pode resultar numa paralisação nacional da categoria a partir desta terça-feira (07). De acordo com as informações, os sindicatos trabalhistas pedem reajuste salarial de 5%, mais R$ 300 de aumento e a manutenção do plano de saúde como está, mas com a inclusão de sete exames obrigatórios.

Até o momento, a direção dos Correios não apresentou nem ao menos a reposição da inflação para os salários. A proposta que está na mesa até agora e de um reajuste que corresponde a 60% do que foi pedido pelos funcionários, que tem como base o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Em nota, os Correios disseram que “ainda estão em negociação com as representações sindicais”.

Em matéria divulgada pela assessoria do SINTECT-MS (Sindicado dos Trabalhadores nos Correios de MS), a presidente Elaine Regina Oliveira disse que todas as assembleias realizadas até agora rejeitaram a proposta por trazer perdas para os salários e benefícios. “A empresa saiu magicamente de um déficit bilionário para um lucro de 700 milhões, ficando evidente a falta de transparência e a manipulação contábil. Sempre acreditamos que a empresa é auto-sustentável e lucrativa. Existe margem para recompor o salário que tem perda real pois temos a perda para a inflação mais o que estamos pagando a mais para o plano de saúde”.

Segunda paralisação em 2018

Em Março deste ano, os trabalhadores dos Correios tentaram promover uma paralisação, no entanto, a ação foi encerrada após intervenção do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Na época, o impasse era sobre o plano de saúde dos empregados. Enquanto a direção dos Correios defendia a cobrança de mensalidade dos funcionários e restrição do benefício apenas a estes, os trabalhadores eram contrários a qualquer mudança no sistema, que garantia seguro-saúde a dependentes (incluindo pai e mãe) com pagamento por procedimento utilizado, e não por parcela fixa mensal.

O TST então decidiu pelo pagamento de mensalidades variando por idade e remuneração, na modalidade de co-participação na qual os trabalhadores passam a ter que arcar com 30% dos valores e a empresa, com 70%. Já pais e mães serão cobertos pelo plano até o encerramento do ACT em vigor, em julho de 2019. A diretoria dos Correios classificou o julgamento do TST como um grande avanço, já a Federação Nacional dos Trabalhadores do Correios (Fentect) disse que o Tribunal rasgou sua jurisprudência e atingiu os trabalhadores, que terão dificuldades de arcar com os custos do plano de saúde.

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