Assembleia Legislativa, empresas e residências são palcos de operação do Gaeco

A operação deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE/MS) na manhã desta quarta-feira (080), que levou agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) até a ala de gabinetes parlamentares da Assembleia Legislativa (ALMS), apura crimes de sonegação fiscal no mercado de grãos. Apesar da movimentação na Casa de Leis, nenhum deputado é investigado, entretanto, um servidor público efetivo e cedido ao gabinete do deputado Paulo Correa (PSDB) teve a mesa de trabalho ‘vasculhada pelos agentes.

Em Campo Grande, além do gabinete parlamentar, uma empresa que atua como corretora de cereais e uma residência na Vila Planalto, onde havia carros de luxo na garagem, foram alvos da operação. De acordo com as informações, entre os presos em MS estão auditores e fiscais da Secretaria do Estado de Fazenda (Sefaz). Os nomes não foram divulgados, já que a investigação ocorre sob o segredo de Justiça.

A cidade de Chapadão do Sul também foi palco de parte dos mandados judiciais, segundo as informações, equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BpChoque) e unidades da área cumpriram 21 mandados de busca e apreensão e vistoriaram 11 locais. A polícia ainda realizou um flagrante por posse de arma de fogo.

Batizada de Operação Grãos de Ouro, a ação cumpriu 32 mandados de prisão preventiva e 104 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso. Além de policiais militares e homens do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, a ação conta com apoio de equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Alarde na Assembleia Legislativa

Conforme a nota emitida pelo MPE/MS, ainda no começo da manhã, o Gaeco esteve na Assembleia Legislativa para cumprir um mandado contra o servidor Marcos Antonio Silva de Souza, que teve a sua mesa de trabalho verificada pela Promotora de Justiça Cristiane Mourão, onde nada foi encontrado. O servidor está cedido ao gabinete do deputado Paulo Corrêa, que não é alvo das investigações.

A Assembleia Legislativa também se pronunciou sobre o episódio. Na nota, a Casa reafirma que nenhum deputado estadual é alvo da operação deflagrada pelo Gaeco. “O fato ocorrido no prédio da Assembleia Legislativa, nesta manhã, decorre de mandado contra o servidor efetivo Marcos Antonio Silva de Souza, que não foi preso. A promotora de justiça Cristiane Mourão, acompanhada de Marcos Antonio, verificou – única e exclusivamente – a mesa do servidor, sem que nada tenha sido levado.”, cita um trecho do comunicado.

 

 

 

Foto de capa: Empresa na Vila Planalto é alvo de ação que ocorre em MS e mais 6 estados (Foto: Osvaldo Nóbrega/TV Morena/Reprodução)

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