Estranhos fatos. A Justiça indecisa pode ser atropelada pela população

Apesar da arquitetura de André Puccinelli (hoje réu e preso) para eleger o poste Giroto (também encarcerado), Alcides Bernal foi eleito com mais de 62% dos votos para a prefeitura de Campo Grande em 2012, foi cassado com menos de um ano e meio de mandato por 23 dos 29 vereadores (com ajuda de escutas telefônicas, a Promotoria apurou um suposto esquema de compra de votos para destituir Bernal. Olarte e vereadores, segundo o MP, faziam parte do conluio).

Depois seguiu-se todo o imbróglio da cassação por uma Câmara sob suspeita.

Veio Gilmar Olarte (o vice), com suas falcatruas e assumiu por determinado período. O Tribunal de Justiça afastou Olarte e restituiu o comando da Capital para Bernal.

Nas eleições de 2016, Marquinhos Trad foi eleito.

Bernal recebeu 26.159 votos quando candidato a deputado estadual em 2010 e 176.288 votos para prefeito em 2012. Em 2014 concorreu ao senado e obteve 204.262 votos, sem base nos municípios do interior e num partido considerado pequeno. Em 2016, na disputa pela prefeitura, obteve 111.128, ficando em terceiro lugar. No segundo turno disputado entre Marquinhos Trad eleito e Rose Modesto que obteve 169.660, pouco mais do que os 132.865 que se ausentaram, além dos 3,03% de votos brancos e 7,95% de votos nulos.

Fica evidente que a população está farta dos conluios de gabinetes e das decisões antagônicas da Justiça que ora inocenta e ora incrimina. Mesmo no Supremo Tribunal Federal (STF) existe este antagonismo. Mas valerá o voto da população.

O imbróglio da cassação de Bernal provocou a renovação da Câmara Municipal de Campo Grande, ainda que essa, ao que tudo apresenta, é menos efetiva e competente que a anterior, além de estar sob o comando e égide do atual prefeito. Nada contraria, nada contesta.

Que Bernal conte com a sua pior votação nesse período, pouco mais de 26 mil votos quando foi eleito deputado estadual, certamente estará eleito. Uma resposta aos atuais “representantes do povo” que veem seus votos minguando até quando concorrem aos cargos de vereadores. Mudanças haverão na composição da Assembleia e Câmara. Não se assustem. Compra de votos ocorrem e ocorrerão, num modo contínuo, mas a conscientização do poder do voto está pautando as últimas e, quiçá, as próximas eleições.

A Justiça, essa a população não compreende. Indas e vindas são ininteligíveis. Aquela que inocenta e permite o retorno ao poder, depois torna inelegível. Batatas à Justiça. Votamos e elegemos àqueles a nós afeitos. Fazemos nossa Justiça.

Puccinelli, Giroto e empresários ligados aos escândalos, presos. Nelsinho Trad sub judice, até o governador e candidato, Reinaldo Azambuja, sob suspeita. Hoje prenderam assessor do deputado Paulo Correa. Conselheiros do TCU também têm tanto para explicar.

Estranhos fatos que farão a Justiça indecisa ser atropelada pela população. Reinaldo deve ser reeleito (dados confiáveis), ainda que não podem serem desprezados outros candidatos, Simone Tebet (escolheram pois, ainda que não eleita, ainda possui quatro anos de mandato como senadora), Odilon (multado pela justiça por propaganda antecipada, sem experiência no executivo e eivado de suspeitas com cidadãos que beiram a margem da lei), estacionado e que não decola e poucos outros que se lançam candidato para barganhar cargos e funções.

O cidadão comum começa a compreender, em nossa jovem Democracia (1985-2018) que ele é autor e senhor do destino de seu habitat e sua sociedade.

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