Sem André, sem Simone, sem ninguém… MDB afunda nas profundezas do oceano

Apesar de todo o destaque midiático, eventos de lançamentos e compartilhamento de fotos, a senadora Simone Tebet (MDB) nunca foi candidata à governadora. A prova mais concreta desta afirmação pode ser conferida na sua fan page oficial na rede social Facebook, principal canal de comunicação deste mundo conectado, onde jamais houve uma postagem sequer neste sentido. O MDB, desde sempre, teve unicamente o seu ‘dono’, André Puccinelli, como candidato ao posto, acreditando que o mesmo não fosse ser atingido pelas decisões judiciais do final de julho. Sem o líder, a legenda transformou-se num barco furado, enchendo-se lentamente de água, prestes a mergulhar nas profundezas do oceano.

A desistência de Simone de concorrer no pleito deste ano se deve, conforme a carta enviada ao partido e entregue na noite de domingo (12), a recomendação familiar. No documento, a senadora afirma que recebeu e aceitou o convite feito por André Puccinelli para concorrer ao Governo de MS em seu lugar, mas que mudou de posicionamento nos últimos dias. “Foi, como disse, uma decisão pessoal. Desde então, outras considerações, apontadas por meus familiares levam-me a rever essa decisão. Conhecendo meus problemas de ordem pessoal, recebi apelos contundentes da minha família para não ser candidata.”, cita em sua justificativa.

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“Assim, acatando ao apelo de meus familiares, renuncio, à minha candidatura ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul pelo MDB, mas reafirmo minha confiança na pujança e unidade do nosso partido e dos nossos aliados, para manter a viabilidade do nosso projeto político, que tem se mostrado, ao longo dos anos – e mesmo décadas –, como imprescindível para o desenvolvimento do nosso Estado.”, completa Simone, renunciando a disputa eleitoral. Em outro parágrafo, ela sugere a indicação do, até então, seu vice na chapa, Sérgio Harfouche (PSC), para concorrer em seu lugar.

Opções são muitas, mas a credibilidade é mínima

Comentaristas políticos argumentam que o nome de Sérgio Hanfouche não é maioria dentro da cúpula emedebista. Principalmente pelo fato dele não estar coligado ao partido, o que já representaria uma derrota significativa à legenda politica. Entre as opções na mesa, aparentemente, ninguém considerado ‘de peso’ quer aceitar o desafio.

O senador e presidente temporário do MDB, Waldemir Moka, já recusou a proposta. O mesmo teria feito o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júnior Mochi. Os lideres do partido estariam a procura de uma liderança feminina para substituir Simone Tebet. A oficialização de quem será o novo candidato ao Governo deve acontecer a qualquer momento.

Um navio afundando

O barco furado que se tornou o MDB de Mato Grosso do Sul está afundando lentamente. Seu capitão, André Puccinelli, fará o tradicional gesto de ‘afundar’ com o seu barco. Os tripulantes mais espertos já estão usando os botes-salva-vidas para escapar e tentar encontrar um ‘abrigo temporário’ em outro navio. A verdade é que todos estão gritando: – salve-se quem puder!.

Dividida, a tripulação emedebista deve seguir cada qual o seu rumo. Aqueles que já têm um cargo fixo não deverão se aventurar lançando-se ao mar, sabendo que as correntezas marítimas são traiçoeiras. Já aqueles que dependiam das ordens do capitão para sobreviver, agora deverão enfrentar as fortes ondas do oceano para encontrar uma ilha.

A verdade é que no MDB, agora, é cada um por si.

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