Estudante brasileira morta no Paraguai pode ter sido vítima de serial killers

Não compete a nós acusar ou apontar o dedo, mas não podemos negar os fatos e as ligações que os envolvem para levantar uma suspeita. O eletricista Cristopher Andres Romero Irala, de 27 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (22) pela Polícia do Paraguai, na cidade de Concepcion, por supostamente estar envolvido no assassinato da estudante brasileira Erika de Lima Corte, que foi encontrada morta na madrugada de segunda-feira (20), na casa em que morava na cidade de Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã. Esta não é a primeira vez que o rapaz é investigado por consequências de um crime parecido.

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Cristopher Andres Romero Irala, de 27 anos, foi preso saindo da casa do irmão, no Paraguai (Foto: Polícia Nacional do Paraguai/Divulgação)

Ainda era madrugada de quarta quando o suspeito deixou a casa em que estava alojado. Adentrou um veículo Corsa, de cor prata, e seguiu para uma direção qualquer até ser parado pela polícia, um pouco mais a frente. Às autoridades do país vizinho já estavam o monitorando e temiam que fugisse novamente. O eletricista teria sido uma das últimas pessoas que tiveram contato com Erika antes de sua morte. Desde que o corpo foi encontrado, o suspeito sumiu da cidade fronteiriça onde trabalhava, juntamente com o pai, e passou a ser tratado como foragido.

Os investigadores deverão ouvir a sua versão dos fatos ainda hoje, já há um pedido de prisão provisória para mantê-lo detido até que o caso seja solucionado e as devidas provas confirmadas. Segundo a imprensa do país vizinho, o eletricista já esteve envolvido em outro assassinato semelhante, ocorrido em 2012. A vítima, a estudante Dayse Patrícia Benitez Gomes, de 26 anos, também foi morta com requintes de crueldade, mas na época os investigadores não conseguiram comprovar a participação do suspeito, que acabou solto e o caso arquivado sem encontrar o culpado.

Com o novo caso, de Erika, e novamente a possível participação do rapaz no crime, os investigadores já falam em reabrir o inquérito da primeira estudante morta para encontrar qualquer ligação entre os dois crimes. A investigação não descarta a possibilidade da existência de outros homicídios cometidos por Cristopher. A investigação recolheu roupas na casa do eletricista para tentar encontrar vestígios do crime.

O caso

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Erika estudava medicina no Paraguai

Erika foi morta entre a noite de domingo (19) e a madrugada de segunda-feira (20). O corpo foi encontrado pela colega de quarto da estudante brasileira, que cursava medicina no país vizinho. A perícia identificou 16 perfurações no corpo, além de marcas de agressões na cabeça e no tórax e manchas de sangue entre os cômodos da casa.

A investigação acredita que o assassino tenha a estuprado, torturado, matado-a e arrastado o corpo até o quarto, onde cobriu o rosto com um pano branco. O autor fugiu levando o telefone celular da vítima. O corpo da brasileira foi sepultado na cidade natal dela, em Pontal do Araguaia (MT).

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