Estresse e surto levaram madrasta a matar criança em Dourados

Ela não queria cuidar dos filhos ‘da outra’, sempre fazia isso por obrigação. O relacionamento com o marido, e pai das crianças em pauta, já não caminhava bem como nos tempos de namoro. Soma-se a isso o estresse do dia a dia, dos problemas cotidianos. Naquele dia, manhã de 16 de agosto, Rodrigo Moura Santos, de pouco mais de um ano de vida, estava com prisão de ventre e chorava muito, clamando por medicamentos. A madrasta, Jéssica Leite Ribeiro, de 21 anos, passou a apertar a barriga do menino com as mãos, em seguida, pisoteou na barriga do mesmo, com força, repetidas vezes, descontando ali todo o momento ruim que estava passando (na vida). Somente depois acionou o resgate, mas a criança já estava morta.

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Foi essa a versão apresentada pela jovem aos investigadores, que concluíram o inquérito policial na quinta-feira (23), colocando fim em um dos casos que mais chocou a população douradense nestes últimos anos. Jéssica foi indiciada por maus tratos e homicídio qualificado por motivo fútil, está presa desde o ocorrido, juntamente com o pai da criança, Joel Rodrigo Avalo Santos, de 24 anos, que responderá apenas por maus tratos.

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A madrasta do bebê foi presa em flagrante em Dourados, MS (Foto: TV Morena/Reprodução)

Aos policiais, Jéssica confessou que teve um excesso de raiva no dia do ocorrido e inocentou o marido das denúncias. Conforme o laudo médico, a criança sofreu múltiplas fraturas nos arcos costais, ocasionando o dilaceramento do fígado, o que culminou na sua morte por choque hemorrágico.

No entanto, apensar de ela ter assumido toda a responsabilidade pelo assassinato, Joel vai continuar preso por crimes de maus tratos, segundo o documento policial, o exame de necropsia confirmou que o corpo do menino possuía diversas lesões características de maus tratos, tais como hematomas antigos e recentes no couro cabeludo.

Ao depor, na quarta-feira (22), quando confessou o homicídio, Jéssica relatou que estava com as duas crianças na sua casa, na rua Presidente Kenedy, em Dourados. Naquele dia, Rodrigo chorava muito e ela, diante da situação, surtou e passou a apertar o menino, primeiro com as mãos, depois com o joelho e, por fim, com os pés.

Em seguia, o menino teria ficado desmaiado e ela, então, acionou o SAMU, que quando chegou constatou a morte. Na ocasião, a jovem alegou que a criança teria falecido por causas naturais. Porém, peritos constataram ferimentos nas costas e o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) comprovou a ruptura do fígado por possível agressão.

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Pai biológico do menino é lutador de MMA e conhecido como “Joel Tigre” (Foto: Facebook / Reprodução)

“Ela disse que estava nervosa, por conta da criança ter ficado chorando e ela não dormir direito. Em certo momento, a madrasta comentou que tentou fazer massagem e o bebê caiu, quando houve o pisão sem querer. Ela fala que não teve o dolo, mas, que foi a situação”, comentou para a imprensa o delegado Marcelo Damaceno, um dos responsáveis pelas investigações.

A mãe biológica das crianças tem medida protetiva contra o casal e disse, em depoimento, que o seu ex-companheiro se casou neste ano com Jéssica, no entanto, não imaginava que eles poderiam agredir os filhos, pois nunca percebeu sinais de agressão. A jovem trabalhava como atendente de farmácia e também era lutadora de MMA, assim como Jael, que ainda trabalhava como padeiro.

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