Assumam sua culpa, governantes. Mortes no trânsito são sua responsabilidade

Quem mata no trânsito? Estas coisas de políticos, apenas isso. Ruas esburacadas, estradas destruídas.

Vamos parar de culpar motoristas. Nada estressa mais do que a má conservação das pistas. Dá muito dinheiro (caixa dois, três etc) de ruas, avenidas e estradas não sendo pavimentadas. Uma mina de dinheiro.

Sabe como?

Não sabe, pergunte aos administradores públicos.

Façamos as contas…

Uma simples rua com as dimensões de 10 metros de largura e 2.000 metros de comprimento, que deveria ter subleito, sub-base, base e revestimento, retira-se 1 centímetro de cada um dos processos. Dos 20.000 metros, restam aos bolsos. 2.000 vezes quatro. Dinheiro suficiente para abastecer contas bancárias várias. Imaginem uma estrada municipal, estadual ou Federal com seus milhares de quilômetros.

Conforme matéria do Flautout, sob o título Cinco fatores que tornam o asfalto brasileiro tão ruim” de Leonardo Contesini:

Há exatos seis meses um levantamento realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) revelou que mais da metade das rodovias brasileiras estão mal conservadas. Dos 103.259 km de rodovias pavimentadas avaliados em todo o Brasil, 60.165 km foram classificados como regulares, ruins ou péssimos, o que equivale a 58,2% do total avaliado. Mas nem seria preciso ir tão longe para notar que pavimentação não é um campo de destaque do poder público brasileiro. Uma volta pelo seu bairro já serve como amostra da falta de cuidado com nosso asfalto (e calçadas e afins, mas isso é papo para outra hora”.

Não é, definitivamente a qualidade do asfalto, mas a falta de qualidade dos políticos brasileiros.

Em um nível de estresse tão alto, como cobrar dos motoristas a queda do nível de acidentes?

A começar pela legislação de trânsito, perfeita, mas com as antigas autoescolas, agora para ser politicamente corretos, Centro de Formação de Condutores, aquele lugar onde se aprende baliza, dirigir só em segunda marcha e outras coisitas mais que não nos preparam para enfrentar o trânsito do dia a dia. Faz de conta que eu ensino e você faz de conta que aprende. A eterna hipocrisia à brasileira.

Dai, você dá um carro desenvolvido no exterior, bom, até uns nacionais e oferece este veículo a um preço absurdo – impostos, apenas isso – e uma rede de peças segunda linha, porque as originais têm preços proibitivos, e demoram 30 ou mais dias para serem entregues em praças mais distantes dos grandes centros.

É buraco, é desgaste, é vulcanização, é uma miríade de coisas a serem absorvidas e repensadas por alguém, motorista, que já convive com um país de desmandos. Haja estresse.

E a conta vai pro motorista, quando deveria ir para àqueles que não administram, não têm capacidade de gerir e são só verdadeiros responsáveis pelas mortes no trânsito.

Em Campo Grande (MS), por exemplo, estabeleceram “estrelas amarelas” para marcar, definir e orientar sobre mortes ocorridas por motociclistas, mas foram tantas que, para não denegrir a imagem do então prefeito Nelson Trad Filho, agora candidato ao Senado, de repente acabou o projeto, mas não acabaram as mortes.

Segue a matéria comentando sobre alcoolismo ao volante, falta de agentes de trânsito, sinalização horizontal e vertical, planejamento urbano e tanta coisa mais, sincronização dos semáforos e por ai vai…

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