Cabeleireiro de Dourados foi morto por sua opção sexual; Assassino não gosta de homossexuais

Se o assassinato de Heberson Júnior Cavalcante de Almeida, de 29 anos, já havia impressionado a comunidade douradense quando o caso veio à tona, no dia 13 de agosto, agora, com a elucidação do crime pela Polícia Civil, as causas que levaram ao fato chocam ainda mais a sociedade. A vítima, que trabalhava como cabeleireiro, foi covardemente morta exclusivamente pela sua opção sexual não ser aceita por um dos integrantes do trio de assaltantes. O assassino confessou que não gostava de homossexuais.

Os responsáveis pelo crime foram presos na última sexta-feira (24) e apresentados na manhã desta segunda-feira (27). Conforme a investigação, Marcos Vicente Ciardulo, de 23 anos e conhecido como ‘Gordão’, era o chefe do trio e foi quem planejou toda a ação, ele tinha como comparsas Wellington Cardoso, de 29, e Josimar da Silva Lemos, de 30 anos e conhecido como ‘Neguinho’, apontado como o autor do assassinato.

Na ação, Gordo teria sido chamado pela vítima para dar ‘uma volta’ no seu carro, modelo Ford Fiesta. O rapaz, então, pediu para que Heberson aguardasse no local – um estabelecimento comercial –, pois iria até a sua casa e retornaria logo. Na casa, já estavam os comparsas e foi ali que todo o assalto foi planejado. A princípio, o trio queria apenas roubar o carro para revendê-lo no Paraguai.

Segundo a polícia, quando retornou e se encontrou com a vítima, Gordo o surpreendeu com uma faca e anunciou o roubo do veículo. Heberson foi levado até um terreno onde há uma construção de quitinetes, no local, Neguinho ficou responsável por manter o cabeleireiro como refém enquanto Wellington seguia com o veículo para o país vizinho. Neguinho passou a torturar a vítima, com tapas, até efetuar dois golpes de faca no pescoço de Heberson, que morreu na hora.

Ao comentar o assassinato, Neguinho alegou que estava sob o efeito de drogas e confessou que matou a vítima pelo fato de ele ser homossexual. Aos investigadores, o rapaz contou que, na primeira vez em que esteve preso, teve como colega de cela um gay e isso o fez ter ódio de homossexuais. Gordo, que testemunhou o assassinato, disse que o fato não fazia parte do plano e que ficou ‘apavorado’ ao ver a ação do comparsa.

O crime acontece no sábado, dia 11 de agosto, e o corpo foi encontrado somente no dia 13, com os pés e mãos amarrados, além de diversos hematomas. A faca usada no assassinato foi jogada pelo autor em um terreno baldio do outro lado da cidade. Os três homens irão responder por latrocínio consumado e ainda por tentativa de latrocínio, referente a um caso ocorrido dois dias antes contra um taxista, no qual os autores também esfaquearam a vítima, mas não conseguiram levar o veículo.

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