Com horário diferenciado, Clínica da Família vai desafogar unidades de urgência e emergência

Com a expectativa de desafogar as unidades de saúde de urgência e emergência, foi criada em Campo Grande as chamadas Clínicas da Família. Ao todo, sete clínicas estão projetadas para serem construídas na cidade, aproveitando a estrutura já existente das Unidades Básicas de Saúde Familiar (UBSF), como aconteceu no bairro Nova Lima, onde está localizada a primeira unidade deste porte, na antiga UBSF Dra. Márcia Guedes de Sá Earp. O estabelecimento foi inaugurado na quarta-feira (30) e a expectativa é que beneficie pelo menos 10 mil pessoas da região norte.

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Conforme explicado pelas autoridades competentes, ao contrário dos tradicionais postos de saúde, a Clínica da Família funcionará em horário diferenciado, das 07 às 19 horas e sem intervalo para o almoço. Na teoria, o paciente será acolhido na porta de entrada e terá sua demanda escutada para então ser encaminhado ao local mais adequado.

Supondo-se que ele queira uma consulta com qualquer profissional de saúde, o mesmo será encaminhado para a sala de classificação de risco, onde um profissional irá identificar os usuários que necessitam de cuidados imediatos de acordo com o potencial de risco, os agravos à saúde ou o grau de sofrimento, viabilizando um atendimento rápido e efetivo.

Serão três equipes de Saúde da Família, somando 47 profissionais: três médicos, três enfermeiros, três odontólogos, um farmacêutico, um assistente social, um gerente, três auxiliares em saúde bucal, seis técnicos de enfermagem, quatro assistentes administrativos, 17 agentes comunitários de saúde e cinco agentes de saúde pública. Além de médico pediatra, médico ginecologista, psicólogo, nutricionista, fonoaudiólogo e fisioterapeuta.

Para se tornar uma Clínica da Família, a UBSF Dra. Márcia Guedes de Sá Earp passou por uma reestruturação e recebeu certificação da qualidade da Atenção Básica e estratégia prioritária de reorganização do Sistema Único de Saúde (SUS) no âmbito local. A unidade recebeu melhorias na estrutura física, pintura na parte interna e externa e adaptações nas salas e consultórios, com melhoria de acessibilidade e paisagismo.

A expectativa é a melhor possível

De acordo com o prefeito Marcos Trad, esta nova categoria vem para reduzir a burocracia dos agendamentos e atendimentos, não fazendo com que o usuário permaneça em longas filas, ou que tenham que chegar bem antes do inicio da abertura da unidade. O chefe do Executivo Municipal também lembrou a importância do fortalecimento da Atenção Básica e enalteceu os esforços e comprometimento dos servidores no processo de transformação da unidade, que se torna referência na construção e melhoria da assistência prestada à população.

“Nossa gestão tem tido um olhar diferenciado em um comprometimento com a saúde básica. Investir na saúde preventiva é o melhor caminho para que a gente possa desafogar as UPAs, que hoje vivem lotadas. Garantir o acesso e melhorar a assistência é como olhar no olho de cada cidadão campo-grandense e dizer: ‘nós estamos cuidando de vocês’. E para tanto é necessário o engajamento de todos os profissionais.”, disse.

O representante da Diretoria de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Webster Pereira, disse que o ministério tem acompanhado a evolução de Campo Grande que, mesmo diante de todas as adversidades impostas, inclusive, pela falta de recursos para investimento, conseguiu avançar e desponta como referência para todo o país. “Campo Grande saiu de 35% de cobertura de Estratégia de Saúde da Família para quase 60%. Outro aspecto importante é se adotar e investir no modelo da Clínica da Família, que é hoje o que há de mais eficiente e de maior resolubilidade no âmbito da Atenção Primária. Esse é um formato que vai garantir ao usuário uma melhoria na assistência e consequência trará benefícios também ao servidor, uma vez que conta com uma estrutura mais bem preparada. Ter unidade com porta aberta para atender usuário desde a dor de cabeça a uma sutura trará mais segurança e, com certeza, irá desafogar as unidades de urgência”.

Para o secretário de saúde Marcelo Vilela, a implementação da primeira Clínica da Família é um marco e representa a reforma da atenção primária, bem como a consolidação de um processo de reestruturação cada vez mais necessário diante do cenário atual. “A concepção do serviço tem por objetivo estabelecer um modelo de unidade básica com nova identidade estética e excelência em todos os serviços oferecidos, seguindo os preceitos da atenção primária em saúde, da política nacional da atenção básica e do programa de melhoria do acesso e qualidade na Atenção Básica”, ponderou.

O secretário lembra que a unidade Nova Lima primeira das sete clínicas da família que a gestão pretende colocar em funcionamento até 2020. “Temos um planejamento para adaptar mais unidades nas outras seis regiões urbanas do município garantindo assim um melhor acesso e consequentemente melhor atendimento a população campo-grandense”, finalizou.

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