Ainda misterioso, assassinato de Maria Ildonei será investigado sob sigilo

O assassinato da professora aposentada Maria Ildonei Lima Pedra, de 70 anos, está sendo investigado de forma sigilosa. A polícia ainda não prendeu ninguém pelo crime e, aparentemente, não tem nenhum suspeito. A perícia esteve novamente na casa da vítima e recolheu materiais que podem indicar uma pista sobre a autor, xícaras, pastas com documentos e fotos foram levadas no intuito de apontar uma direção aos investigadores, já que, aparentemente, a idosa não possuía nenhum inimigo.

Os peritos também examinaram os dois telefones celulares da vítima, um deles pertencia a Federação dos Trabalhadores em Educação de MS (Fetems), entidade ao qual ela prestava serviços no setor administrativo do hotel de trânsito. Os dois aparelhos foram encontrados na sala da casa, sem a bateria e bastante danificados. Para a polícia, o assassino foi quem estragou os objetos, o que levanta a suspeita de o autor ser alguém conhecido de Maria Ildonei.

O caso está sendo trabalhado pela 6ª Delegacia de Polícia, pelo Grupo de Operações e Investigações (GOI) e também pela Delegacia Especializada em Repressão a Homicídios (DEH). Nenhuma hipótese foi descartada pelos investigadores, inclusive latrocínio (roubo seguido de morte), apesar de que os filhos da vítima atestaram que nenhum objeto de valor foi subtraído da residência. A professora aposentada estava trabalhando na campanha de um candidato, entretanto, não há relatos de ameaças neste sentido, o que aumenta ainda mais o mistério.

Maria Ildonei foi encontrada morta pelo próprio filho, Cristiano de Lima, no sábado (1º), após ir até o local para saber do paradeiro da mãe. Ele teria ligado durante o dia para ela, mas como não obteve retorno resolveu ir até a casa, no Jardim Leblon, em Campo Grande. Conforme relatou, o portão estava aberto e a casa toda revirada, com o ar-condicionado ligado e as luzes apagadas. O corpo da aposentada estava no chão da cozinha, de bruços e com uma cruz nas costas e um terço no lombar. Havia também muito sangue em volta do cadáver.

Para a polícia, o assassino, ou os assassinos, tiveram todo o cuido de ‘preparar’ a vítima depois de morta. A perícia identificou marcas de agressões e duas perfurações no pescoço e no torás, a investigação acredita que ela tenha sido morta a golpes de crucifixo. A investigação não confirma, mas entre as possibilidades para o motivo do homicídio está a prática de ritual pagão. No enterro da educadora, parentes e amigos não acreditaram no ocorrido e ressaltaram que a idosa sempre teve ‘bom coração’ com todos.

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