MS pode ganhar novos radares para detectar aviões usados pelo tráfico

Na fronteira com o Paraguai e a Bolívia, o Estado de Mato Grosso do Sul poderá ser um dos beneficiados com o novo sistema de radares para detectar pequenos aviões e demais modelos aéreos que voam em baixas altitudes, características principais do tráfico de droga realizado via aérea. A informação foi adiantada pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que assinou na quarta-feira (05) um documento de autorização de repasse na ordem de R$ 40 milhões para a Marinha do Brasil, o montante será dividido em duas vezes de R$ 20 milhões.

De acordo com o ministro, o Brasil vai instalar ainda este ano um novo sistema de radares para detectar aviões usados por traficantes e contrabandistas. O sistema será implantado preferencialmente nas fronteiras com o Paraguai e a Bolívia, principais exportadores de entorpecentes e mercadorias contrabandeadas. Atualmente, os radares que o país tem na região são voltados para a defesa do espaço aéreo, com foco em aviões voando a grandes altitudes.

“Segundo a Aeronáutica, fechado o acordo, transferidos os recursos, em três meses eles começam a operar. Isto significa fechar, por via aérea, nossas fronteiras para o tráfico de drogas. Nós estamos fechando aqui por via marítima os principais portos do Brasil, Rio de Janeiro e Santos, e as baías ao longo do litoral, e nós vamos fechar também a fronteira com dois países com quem temos dificuldades críticas em termos de ilícitos transfronteiriços. Nós vamos fazer isso antes do fim do ano”, garantiu Jungmann.

Sistema de defesa da Marinha

A Marinha desenvolveu um sistema de segurança que visa combater a ação de traficantes de drogas e de armas, principalmente na região do Estado do Rio de Janeiro, onde os bandidos estão utilizando vias marítimas para driblar a fiscalização nas estradas. Na primeira fase, o dinheiro (R$ 20 milhões) será utilizado na compra de equipamentos, como radares e câmeras térmicas infravermelhas, para visualização noturna, e o desenvolvimento de um programa de computador totalmente nacional para gerenciar o sistema.

O comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, comemorou o aporte de recursos e destacou a importância do projeto no combate ao crime organizado. “Uma das pretensões do projeto é o combate à criminalidade, ultrapassando a GLO [Garantia da Lei e da Ordem]. Permitindo fornecer inteligência às demais agências em caráter permanente. Este projeto vai estabelecer o sistema de vigilância e controle na Baía de Guanabara, composto de radares e câmeras térmicas, o que vai permitir detectar e identificar as embarcações, buscando aquelas que estão cometendo algum tipo de ilícito”, disse o almirante.

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