Jair Bolsonaro pensou que tinha sido apenas socado no estômago; atentado o afasta da campanha por 20 dias

O candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), não pensou que havia sofrido um esfaqueamento no ato público em que participava, na cidade de Juiz de Fora (MG), na tarde de quinta-feira (06). Conforme o próprio contou à colegas políticos, já após passar pelo procedimento cirúrgico na Santa Casa daquele município, o postulante disse que sentiu uma dor muito forte e achou que tivesse sido atingido por um soco na boca do estômago.

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O relato de Bolsonaro foi gravado em vídeo por um telefone celular pertencente ao senador Magno Malta. “[…] Eu estava muito preocupado [no começo], me parecia que era apenas uma pancada na boca do estômago. Nós já levamos uma bolada no futebol… A dor é insuportável e parecia que tinha algo de mais grave acontecendo. Essa equipe maravilhosa e abençoada por Deus detectou e evitou que o mal maior acontecesse”, declarou.

Em seguida, Bolsonaro desabafa, dizendo que nunca fez mal à ninguém para ser atacado desta forma. “Até o momento, Deus quis assim. Eu me preparava para um momento como esse porque você corre riscos. Mas, de vez em quando, a gente duvida né! Será que o ser humano é tão mau assim? Nunca fiz mal a ninguém”, comentou o candidato, ainda deitado no leito hospitalar.

A cirurgia

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Candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) é atendido em hospital de Juiz de Fora após ser esfaqueado (Foto: Arquivo pessoal)

Jair Bolsonaro já passou por um procedimento cirúrgico e está se recuperando. Conforme as informações médicas divulgadas pela imprensa nacional, o candidato perdeu muito sangue e foi submetido a uma cirurgia de urgência chamada laparotomia exploradora. No procedimento, o abdômen é aberto para que a cirurgia possa corrigir as lesões. O procedimento detectou que o intestino grosso foi transfixado pela faca e que houve também três lesões no intestino delgado. A facada atingiu ainda uma veia do abdômen.

Bolsonaro precisou receber quatro bolsas de sangue em transfusão. A cirurgia durou cerca de duas horas e terminou por volta das 19h40. Em seguida, Bolsonaro foi levado entubado e sedado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Segundo o último boletim médico, o político é considerado um paciente grave que está submetido a cuidados intensivos. Na noite desta quinta, ele apresentava quadro estável.

Os médicos fizeram uma colostomia temporária, procedimento que conecta o intestino a uma bolsa fora do corpo, evitando que as fezes passem e possam causar uma infecção no local onde foi tratada a perfuração. Ele deve ser submetido a outra operação futuramente, para reverter a colostomia. Nesta sexta-feira (07), Jair Bolsonaro foi transferido de avião para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, a pedido da família.

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Afastado da campanha

Os médicos afirmaram que Jair Bolsonaro não deverá receber alta hospitalar antes de uma semana ou de 10 dias e deverá ficar ainda outros 10 dias longe das atividades políticas para a recuperação completa do ferimento. O prazo é uma estimativa e que tudo dependerá da evolução do quadro do paciente. Nessa fase do tratamento, ele está sujeito a riscos como de hemorragia, inflamação, coágulos, insuficiência renal e infecções.

Com isso, além de não poder participar de eventos de campanha, comícios e visitas, como vinha fazendo até então, Bolsonaro também pode acabar ficando de fora dos debates televisivos entre os candidatos a presidente do país.

De acordo com o calendário de debates, o próximo aconteceria neste domingo (09), promovido pela TV Gazeta e pelo Jornal O Estado de SP. Em seguida, no dia 18, outro encontro com transmissão pelo Youtube, organizado pela Poder360 e Piauí. O postulante também deve ficar de fora do debate promovido pela TV Aparecida, no dia 20.

Por outro lado, se o quadro clínico evoluir de forma positiva, o candidato deve participar dos encontros considerados mais importantes, que serão transmitidos pelos canais de televisão SBT, no dia 26, Record, dia 30, e o da Globo, dia 04.

O agressor

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Adélio Bispo de Oliveira, suspeito de esfaquear o candidado a presidente Bolsonaro (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, foi o responsável por aplicar o golpe de faca contra o candidato a presidente Jair Bolsonaro. Ele aproveitou o momento em que o postulante era carregado por pessoas durante o evento público, no centro da cidade de Juiz de Fora. Adélio entrou no meio da multidão, esticou o braço e enfiou a faca no abdômen do político, retirando-a logo em seguida e já sendo contido pelos seguidores. A agressão foi registrada por vários telefones celulares.

Preso, o agressor confessou o ato e alegou ter agido ‘a mando de Deus’, também contou que não tinha a intensão de matar, mas apenas de lesionar Bolsonaro. Adélio é formado em pedagogia, mas trabalha como garçom e tem passagem na polícia em 2013 por lesão corporal. O homem foi filiado ao PSol de 2007 a 2014. A Polícia Federal, que está investigando o crime, apura se houve participação de outras pessoas no atentado. Na casa dele, a polícia recolheu um computador e um celular.

 

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