No último dia: Delcídio do Amaral está de volta aos palanques

No último dia permitido para a substituição dos candidatos, uma troca movimentou os tabuleiros da política sul-mato-grossense. Delcídio do Amaral (PTC) registrou a sua candidatura á reeleição na tarde desta segunda-feira (17) e agora aguarda pelo julgamento de aprovação. Ele entrou no lugar de César Nicolati, também do PTC. O político retorna aos palanques após passar por um verdadeiro turbilhão pessoal: esteve preso por 87 dias e viu o seu mandato ser cassado de forma unânime pelos colegas de Senado. No mês de julho deste ano, foi inocentado por falta de provas, o que lhe permitiu o direito de disputar o pleito de logo mais.

O nome de Delcídio já consta entre os candidatos ao Senado Federal. Conforme o site Divulcand2018, César Nicolati renunciou da candidatura, o que permitiu ao partido indicar um substituto. A partir de agora, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS), os adversários tem um prazo de cinco dias para contestarem a candidatura do ex-senador.

Delcídio terá como 1º suplente Cezar Renato Gazolla e, como 2º suplente, Niagara Patricia Gauto Kraievski. O político já foi ministro de Minas e Energia, de setembro de 1994 a janeiro de 1995, secretário de infraestrutura no Governo de Zeca do PT, de 24 de outubro de 2001 até 4 de abril de 2002, e esteve como senador de 2002 a 2016.

Recentemente, em entrevista a uma emissora de rádio de Campo Grande, o político comentou que iria decidir, junto de sua família, como seria o seu futuro político. Ele também disse que não guarda mágoa de ninguém, pois ‘não quer se tornar prisioneiro de sentimentos negativos’, e que sempre teve uma boa aceitação do eleitorado.

“O número de votos que consegui na minha última campanha foi histórico, pois, fui eleito com 820 mil votos. Estou tranquilo com o trabalho que consegui realizar e posso afirmar que fiz o meu melhor, conquistando pelo menos R$ 2 bilhões em emendas para Mato Grosso do Sul”, declarou, na entrevista.

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A montanha-russa de Delcídio

Delcídio do Amaral foi o primeiro senador preso durante um mandato em toda a história do país. A prisão aconteceu diante de conversas de um suposto favorecimento de Amaral para com o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, que queria fugir do país em um jatinho. O político foi gravado pelo filho de Cerveró oferecendo uma série de vantagens ao, então, amigo. Na época da prisão, Amaral era o líder do governo Dilma no Senado.

O ex-senador ficou 87 dias preso em regime fechado, entre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, quando passou a cumprir a prisão provisória em regime domiciliar. Ele fez a delação premiada, ajudando a Polícia Federal na investigação dos escândalos da Operação Lava Jato. Em maio daquele ano, o Senado Federal cassou o seu mandato de forma unânime, foram 74 votos favoráveis e nenhum contra, em um processo considerado rápido demais para a sua importância.

Em julho deste ano, Delcídio foi inocentado da acusação pela Justiça Federal por falta de provas concretas. Responsável pelo caso, o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília, entendeu que não há provas suficientes para condenar os acusados, entre eles também estavam o ex-presidente Lula. O MPF (Ministério Público Federal) havia pedido a absolvição em setembro do ano passado.

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