Um tiro na candidatura de Alcides Bernal

Um tiro acertou o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), na noite desta quarta-feira (03). Pelo menos é este o sentimento do postulante e de seus apoiadores que, às vésperas do pleito eleitoral, foram surpreendidos pela decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível. O progressista vinha aparecendo nas primeiras colocações de intensão de votos para o cargo de deputado federal, para ele, o feito é fruto de grupos políticos e econômicos que são desfavoráveis à sua eventual eleição.

Bernal já afirmou que irá recorrer da decisão. Em nota divulgada através de sua fan page oficial na rede social Facebook, o candidato ressaltou que continua acreditando no Poder Judiciário e que tem fé que a justiça será feita. (Confira a nota na íntegra ao final do texto).

Pelas redes sociais, apoiadores seguem fazendo campanha e pedindo votos ao ex-prefeito, que deverá ter o seu nome nas urnas já que os equipamentos estão lacrados desde o último dia 19 e só serão ligados no  domingo (07). Entretanto, caso a decisão não mude daqui pra lá, os votos destinados ao líder progressista serão considerados nulos na contagem oficial.

A decisão desfavorável a Alcides Bernal foi proferida em julgamento da ação movida pela coligação ‘Amor, Trabalho e Fé’, liderada pelo MDB. Os ministros do TSE decidiram, por 5 votos a 2, que o ex-prefeito perdeu os seus direitos políticos quando teve o mandato cassado pela Câmara Municipal, em 2014.

Na ação, cita-se que o nome de Alcides Bernal consta como ‘cassado’ no Infodip (Sistema de Informações de Óbitos e Direitos Políticos) devido a decisão proferida pela Câmara Municipal de Vereadores “nos termos do Decreto Legislativo n.º 1.759 de 13 de março de 2014, pela prática de infrações político administrativas”.

Na época, os vereadores abriram uma comissão processante para investigar o atraso nos pagamentos de empresas prestadoras de serviços púbicos de Campo Grande. No processo de impeachment, 23 parlamentares votaram pela cassação do mandato.

O ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, relator do caso, votou pelo deferimento da candidatura. Já o ministro Edson Fachin abriu divergência, votou contra o deferimento e foi acompanhado de mais quatro ministros. A defesa de Alcides Bernal alega que o decreto citado já foi revogado, inclusive pelo TSE, em 2015. De lá para cá, ele já disputou duas eleições.

Confira a nota de Alcides Bernal na íntegra:

Fui surpreendido com a decisão do TSE, que confronta com decisão anterior da própria corte, em 2014, que deferiu minha candidatura ao Senado, reconhecendo que meus direitos políticos não haviam sido cassados.

Também, em 2016, tive minha candidatura à reeleição confirmada, o mesmo ocorrendo neste ano, pelo TRE MS, na candidatura a Deputado Federal.

Sei que minha candidatura incomoda grupos políticos e econômicos, que nunca se conformaram com a escolha do povo e fizeram de tudo para me tirar da vida pública, não medindo esforços e sendo capazes de tudo, até mesmo quase destruir Campo Grande, para conseguirem seu intento.

Continuo reafirmando minha confiança no Judiciário, irei RECORRER e tenho fé que a Justiça será feita.

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