Iniciada a instalação de equipamentos controladores de velocidade

Depois de um estudo técnico da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), a Prefeitura de Campo Grande licitou e iniciou nesta quarta-feira (17), a instalação de equipamentos eletrônicos nos locais onde foram registrados o maior número de acidentes, muito deles com vitimas fatais.

O diretor-presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno, explica que 97 faixas de rolamento receberão 30 lombadas eletrônicas e instalação de equipamento mistos, que inclui notificação sobre o avanço do semáforo, parada na faixa, retorno e conversão e controle de velocidade.

“Os equipamentos vão entrar em operação na segunda quinzena do mês novembro. Mas, antes disso, vamos fazer campanhas educativas, informando aos condutores de veículos  sobre o funcionamento dos radares. Nosso objetivo é reduzir e controlar a velocidade, que tem causado muitas mortes na Capital”, frisa Janine.

Segundo dados do IBGE de 2016, Campo Grande possui uma frota de 548.475 veículos e uma população de 863.982 habitantes, o que representa 0,63 veículos por habitante.

“Esse quantitativo representa um dado muito preocupante para o Município de Campo Grande. Desta frota veicular, destacamos que 281.083 são do tipo automóvel e 128.908 são motocicletas, números esses em constante crescimento. A projeção é que para os próximos quatro anos, esse número aumente em cerca de 13%, alcançando uma frota total de 619.776 veículos, sendo 145.189 motocicletas”, pontuou Janine.

Excesso de velocidade e imperícia dos condutores por falta de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dirigir são as principais causas de acidentes com mortes na área urbana de Campo Grande no último ano.

Para Janine de Lima Bruno, a  implantação da fiscalização e o monitoramento automático fundamentam-se, principalmente, pelos seguintes pontos:

“Aumento da frota de veículos nos últimos anos; alto número de acidentes de trânsito nos locais onde não há monitoramento do excesso de velocidade e o registro de infrações; contínuo crescimento do município e consequentemente do tráfego de veículos automotores; necessidade de conscientizar e educar a população para um trânsito seguro; conscientização das vantagens da automação no processo de fiscalização; utilização de alternativa mais viável e coerente para o controle automático de infrações; modernizar o trânsito de Município de Campo Grande, com a utilização de tecnologia já reconhecidamente consolidada em diversos municípios”.

Funcionamento dos equipamentos:

Os equipamentos deverão possibilitar o registro das seguintes infrações, de acordo com cada modelo previsto: para quem desrespeitar o sinal vermelho do semáforo; parar sobre a faixa de pedestres na mudança de sinal luminoso; desrespeitar a velocidade regulamentada para a via e conversão e/ou retorno proibidos.

Tais equipamentos realizarão uma efetiva fiscalização automática das desobediências à velocidade permitida, avanço de sinal e parada sobre a faixa de pedestres em determinadas vias, além do monitoramento e da fiscalização estática do excesso de velocidade. Assim, será possível o acompanhamento e avaliação permanente, facilitando a tomada de decisões para intervenções corretivas e preventivas; bem como geração contínua de informações imprescindíveis para o planejamento do trânsito, mantendo o processo de modernização.

Estatísticas:

Levantamento estatístico sobre a evolução da frota nos últimos seis anos, fator este que aumenta o risco de acidentes consideravelmente:

2011 – 419.322

2012 – 444.021

2013 – 472.922

2014 – 510.255

2015 – 531.781

2016 – 548.475

Características das vias

Para fazer a aquisição dos equipamentos, a Prefeitura de Campo Grande fez um estudo para instalação do equipamento de sensoriamento não intrusivo e registro das infrações de trânsito que deverão atender aos seguintes tipos de vias: vias de mão única com uma ou mais faixas de trânsito; vias de mão única com uma ou mais faixas de trânsito, com canteiro central; vias de mão dupla, dotadas, cada uma, de uma ou mais faixas de trânsito para cada sentido, sem canteiro central; vias de mão dupla, dotadas, cada uma, de uma ou mais faixas de trânsito para cada sentido, com canteiro central.

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