Como em toda guerra, eleição matará apenas os civis

Em quem votar? Em quem não votar?

Votar para que? Para quem? Toda a propaganda política se voltou a ataques entre duas frentes. Esse é ruim, aquele é pior.

O que o povo sabe, efetivamente das propostas de cada um dos candidatos? Propostas concretas. Seja na eleição para o governo de Mato Grosso do Sul ou para a presidência da República, estamos votando em nada. Compramos uma briga que não deveria ser nossa.

Bolsonaro apenas se defende de seu passado, digamos, histriônico (pessoa histérica que se comporta de maneira exagerada, buscando ser o centro das atenções;  comediante, farsista ou palhaço), sem apresentar projetos concretos; Haddad é um camaleão manco que se adapta com certa morosidade em suas transformações e diz que não o que fez, e que fez o que não fez.

A população conhece todos os partidos tradicionais, incluindo o PT, e vota em forma de protesto contra essa carcomida política, apostando em uma mudança que não sabemos se será para melhor ou pior.

O PT, especificamente, chegou naquela fase declinante pela qual passou Paulo Maluf e agregados em São Paulo. Tem sempre um contingente de votos –seus admiradores – e nunca mais passará disso. O PT tem sua militância, sem argumentos, sem defesa, com seus votos apenas.

Bolsonaro repete o fenômeno Collor – caçador de marajás e mito para os descamisados. Collor sofreu impeachment e a população caiu em tal marasmo que aplaudiu e elegeu políticos tradicionais – ainda que à época Fernando Henrique Cardoso, navegando nas águas do Plano Real, representasse a seriedade que a política exigia. A política, não, o povo. Foi um grande estadista, mas não conseguiu em segundo mandato, romper a gosmenta hegemonia de um Congresso fisiológico que inverteu a lógica cristã das palavras de São Francisco de Assis: “É dando, que se recebe”.

Dai veio a grande mentira, um Lulinha Paz e Amor que nunca houve, mentor de uma equipe que partiu do princípio de estruturar financeiramente um partido para, por meio de negociatas, manter-se no poder por, pelo menos, 30 anos e impor uma forma de governo que não apresentou durante a campanha e na qual ninguém votou. Primeiro vamos ter para nós, sem estarmos estruturados financeiramente – nós os escolhidos – não se fará nada pelo partido ou pelo país. Reafirmo, país, porque nunca entenderam o Brasil como uma Nação, a Nação para eles é um utópico socialismo mundial.

Como em toda guerra, eleição matará apenas os civis, nós eleitores. Os generais se digladiam em palavras, seus coronéis estão por detrás das barricadas.

Queremos propostas e projetos de governo. Definidos. Definitivos.

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