China inaugura maior ponte marítima do mundo

Enquanto o Brasil ‘apanha’ para construir uma modesta ponte de concreto sobre o Rio Apa, ligando a cidade de Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, ao Paraguai, a China, uma das principais potencias econômicas do planeta, acaba de inaugurar a maior ponte marítima do mundo, conectando Hong Kong e Macau a Zhuhai, na província de Cantão. A estrutura será aberta ao público somente na quarta-feira (24).

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Obra de maior ponte marítima na China (Foto: BBC/Reprodução)

Ao todo, são 55 km de extensão, englobando trechos de estrada, três pontes, ilhas artificiais e um túnel subaquático. Por estar numa região propícia a tufões e terremotos, a estrutura é capaz de suportar ventos de até 340 km/h. Uma parte, de 6,7 km, mergulha em um túnel submarino que passa entre as duas ilhas artificiais, a estratégia foi desenvolvida para que não haja interferência nas rotas do comércio marítimo.

Até então, o tempo de viagem de carro de Hong Kong para Zhuhai era de três a quatro horas, com a ponte, o percurso passa a ser feito em até meia hora. O projeto de engenharia custou mais de US$ 20 bilhões (equivalente a mais de R$ 73 bilhões), sendo que somente a ponte principal custou US$ 6,92 bilhões. O projeto faz parte do plano de desenvolvimento econômico para formar uma megalópole high-tech, batizada de área da Grande Baía.

A estrutura foi inaugurada nesta terça-feira (23), nove anos após o início da construção, houve um atraso de três anos na previsão original e também aumento no custo do projeto. O Governo justificou os atrasos à falta de mão de obra e de matéria-prima. Durante os trabalhos, 18 operários morreram e dezenas sofreram algum tipo de acidente. As críticas ao projeto também englobam questões de meio ambiente, em relação à vida marítima.

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Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau em frente à Ilha Artificial Oriental em Hong Kong (Foto: Anthony Wallace / AFP/ Reprodução)

Por outro lado, o Governo defende o projeto, que afeta diretamente a vida de 68 milhões de pessoas que vivem nas ilhas. A China quer transformar a região numa grande zona econômica, com ênfase em tecnologia, beneficiando indústrias e o turismo, e assim concorrer diretamente com o Vale do Silício, nos Estados Unidos. Autoridades estimam que 9,2 mil veículos atravessem a estrutura diariamente.

Ainda conforme as informações da imprensa internacional, para atravessar a ponte será exigido uma habilitação especial e os carros privados precisam solicitar ainda uma licença para atravessá-la. A expectativa é que a ponte seja utilizada exclusivamente por ônibus turísticos, transporte de cargas e táxis. A megaponte chinesa é acompanhada pela nova linha ferroviária de alta velocidade do país, que liga Hong Kong à China continental.

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