Doença pública, ainda se morre de leishmaniose. Doença Brasil

Hoje, (02/11) houve mais uma vitima do descaso da Saúde Pública. Fruto da corrupção e desvio de verbas. Veio a óbito mais uma brasileira. Aliás, foram dois casos: a mulher vitima da leishmaniose e de um adolescente de 14 anos vítima de meningite.

Mídia 1

Não são vítimas da doença, não são vítimas de erros médicos, não são vítimas do sistema de saúde do município, são vítimas do Sistema.

Como dizia Drummond: “O poeta municipal / discute com o poeta estadual / qual deles é capaz de bater o poeta federal. / Enquanto isso o poeta federal / tira ouro do nariz”.

Essa paciente deu entrada no Prontomed, da Santa Casa, foi diagnosticada com Leucemia. Feitos os exames, descartada a possibilidade, aventou-se a hipótese de Leishmaniose. O erro de investimento em Mato Grosso do Sul prioriza “Aquários do Pantanal”, que cuida e desenvolve peixes das mais diversas espécies – ainda que isso seja fundamental – e descarta o ser humano que porventura vá frequentá-los.

Médicos algemados pela falta de resultados de exames que lhes permita diagnosticar com precisão a real doença e, quando diagnosticada, a falta de medicamentos restritos à distribuição pelo Ministério da Saúde.

O maior homicida do país é a burocracia

Esse retorcido sistema, de um país que se acostumou à “Lei da Vantagem”, não distribui cartilhas de acompanhamento das crianças – quer(?), imprima em gráfica particular –, impede que medicamentos cheguem aos postos de saúde, sejam unidades básicas, ou unidades de pronto atendimento.

A culpa recai sobre quem? Profissionais de saúde mal remunerados, trabalhando em condições adversas. Falta tudo: equipamentos, equipes, até luvas, gaze, esparadrapo; tudo.

Hoje essa morte é apenas um único número na estatística. A planilha não causa dor. A planilha não inclui a dor de todos os que ficaram: filhos, pais, irmãos, tios, sobrinhos. Tudo isso vai se transformar em discurso.

Quem será a ponta de lança da descrença, da investigação por erro médico? A Dra. Deise, o Dr. João, o Prontomed, a Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande?

Quem responderá às famílias pela perda, pela burocrática endemia que rege nossa saúde pública.

Se Campo Grande, capital de MS, não tem essas condições, que dirá dos 79 municípios do estado e dos 5.561 em todo o país.

Tanto empenho dos profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, tanto quanto da Secretaria Estadual de Saúde, e deixadas à deriva. Vamos morrer do desprezo e despreparo dos assessores, secretários, diretores? Profissionais dedicados à Saúde, sem o chão que lhes deveria dar os burocratas penam por isso.

Isso é Brasil. Jamais serão penalizados, ainda que sejam cumplices de crime. Tanto se fez para que essa vida não fosse ceifada, tantos fizeram tanto, mas os profissionais irão chorar pelos pacientes perdidos, outros, quem sabe, ”tiram ouro do nariz”.

É só e apenas estatística.

Essa doença Brasil, nosso luto eterno.

3 comentários sobre “Doença pública, ainda se morre de leishmaniose. Doença Brasil

  1. Lamentável o descaso dos nossos governantes, tem que acertar um corte nós previlegios dos deputados e senadores e fazer um investimento na saúde e na previdência aí o Brasil anda nos trabalhamos e não temos auxílio moradia , e outros previlegios e sobrevivemos com um salário mínimo eles ganham super salário e tem um monte de auxílio e crítica a bolsa família.

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