Mulher morre de leishmaniose em Campo Grande por descaso com a saúde

Faleceu nesta manhã uma paciente da Santa Casa de Misericórdia com leishmaniose. Não houve diagnóstico por falta de condições de avaliação pelos laboratórios da Capital. Ainda que todos os esforços e conhecimentos da equipe médica, os exames laboratoriais não foram expedidos a tempo, uma vez que são realizados em São Paulo.

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Apesar do esforço da equipe médica e do empenho dos familiares, faltou celeridade para a nossa saúde(?). Quem sofre mais? Médicos, familiares, amigos?

Élda de Campos Amorim veio a óbito ainda que tenha havido todo o empenho da hematologista, Dra. Deise, Dr. João Amoedo e equipe do Prontomed e Santa Casa de Campo Grande. Faltou talvez, medicamentos em estoque, uma vez que eles são disponibilizados pelo Ministério da Saúde apenas para a rede hospitalar.

Perguntada sobre o assunto, a diretora de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou, ainda na tarde de ontem (1/11) que a Secretaria Estadual de Saúde (SES) disponibilizaria a medicação a partir de segunda-feira (5/11) e, caso a Santa Casa de Campo Grande não recebesse a medicação, ela seria emprestada ao hospital.

Élda faleceu pelo desencontro da Saúde Pública, não causada pela Sesau, sequer pela SES, cuja função é solicitar o medicamento, obedecendo a diversos trâmites burocráticos. Veio a óbito porque a saúde pública está centralizada em órgão distante da população.

Ontem, estivemos em contato com a hematologista Dra. Deise Fernandes, que relatou o caso: “Fizemos uma primeira análise, e descartamos Leucemia. Posteriormente examinamos para o diagnóstico que indicava Leishmaniose, no entanto só poderíamos nos certificar e medicar após comprovação laboratorial. Determinamos o tratamento com plaquetas até que a paciente apresentasse alguma reação positiva. Após dias de internação e sete dias de aguardo dos resultados realizados por laboratório em São Paulo, pois infelizmente Campo Grande ainda não nos proporciona essa possibilidade, determinamos o tratamento agressivo por meio de outras medicações, uma vez que não há em estoque anfotericina e lipossomal. Recebemos o resultado positivo para leishmaniose apenas hoje (ontem (01/11)”.

Nossa reportagem entrou em contato com a Sesau e obtivemos a informação de que a Secretaria Estadual de Saúde disponibilizaria o medicamento na segunda-feira (5/11), pois havia recebido o produto e teria que obedecer todo o trâmite para distribuição.

A questão que não foi respondida: Por quais motivos esse medicamento não está disponível na rede pública de saúde como estoque? Por que um estado que investe tanto em tantas coisas inúteis à nossa vista, como publicidade, trenzinhos, aquários, e tão pouco na saúde?

Apenas uma vida, um voto a menos, para eles. E para a família?

O objetivo dessa matéria é saber o porquê de não haver estoque de medicamentos? Qual a razão de uma Capital de 119 anos ainda não possui laboratórios aptos a realizarem todos os exames necessários?

Jornalistas e cidadão são participativos enquanto não perdem a capacidade da indignação. Quem vai responder por mais essa morte? A quem cabe a responsabilidade de determinar a verba necessária à saúde pública? A quem cabe responsabilizar pelos medicamentos que só podem ser distribuídos pela rede federal de saúde?

3 comentários sobre “Mulher morre de leishmaniose em Campo Grande por descaso com a saúde

  1. Uma pena em 99 o esposo dessa senhora foi assassinada na véspera de Natal na escola José mamede.. um ótimo guarda uma excelente pessoa e agora a viúva dele morre por falha administrativa tbm.. até quando vamos ver isso

    Curtido por 2 pessoas

  2. Sou voluntária e ativista em causa animal e estamos em Pleno embate com a prefeitura desde outras gestões até hoje, pois em CG só temos castrações de felinos pelo Centro de Zoonoses de Campo Grande a nossa desesperada briga é pela castração de cães que em virtude de nenhuma política pública de conscientização que hoje o Sesau somente combate a dengue chikungunya e banaliza a doença “leishmaniose” mesmo a gestão de saúde sabendo que cidade de Campo Grande é exclusivamente região propícia para o flebótomo de transmite o parasita que acomete primeiramente o animal que se encontra em locais abertos o que até nesse particular o cão salva o próprio animal humano que seria picado,porém estando dentro de casa o vitimado torna-se nosso animal canino doméstico que fica fora da casa e assim são vitimados pela picada.
    O pior dessa triste e banalizada história da doença leishmaniose que é de responsabilidade tanto do executivo Municipal e como a doença está por todo MS,então também deve ser de responsabilidade do executivo estadual é a triste realidade é que o animal não humano que são nossos pets são duas vezes vítimas: a primeira que por MS não exigir a Lei 2990/2005 de posse responsável e sequer fazem uma única ação de conscientização pra que a população limpem seus quintais e exigirem que donos de lotes e loteamentos como a própria prefeitura que detém áreas municipais e também seriam multadas se passassem a multar que tem seus lotes valorizando e não os mantém limpos acarretando assim ainda mais locais de existência e procriação do mosquito palha ou palhinha que é quem transmite o parasita da leishmaniose.
    Com a INSANIDADE dos gestores públicos em não assumirem ter que haver controle da procriação de cães com efetivas campanhas itinerantes sistematizadas de castração e chipagem de cães tanto na capital quanto por quase todas as cidades de MS,inclusive áreas rurais,assentamentos e invasões onde deixam cães ao relento,negligenciados,acorrentados,famintos,doentes,sedentos,procriando e morrendo sem nenhum órgão público se responsabilizar e é aí que vem o PIOR dos holocaustos que se pode imaginar: Em anos passados gestores públicos faziam atrocidades mandando matar a pauladas cães recolhidos pela “carrocinha,camburão e alí na 15 de novembro onde era antes matadouro de bovinos.
    Em outra gestão mandavam triturar vidros e misturar com carne moída que eram jogados no madrugada por uma rural verde musgo pelos bairros em especial próximo ao centro nas ruas 26 de agosto 15 de novembro e arredores do mercadão Municipal e mandavam recolher bem cedo os cães e gatos mortos.
    Já em 2005/2009 +- foram contratados 700 agentes pra trabalhar fazendo o teste de leish que muitas e tantas vezes não são certeiros e sugestivos de enganos e com uso de discurso de forma coercitiva de que a pessoa seria responsabilizada se houvesse qualquer óbito pelo motivo de leishmaniose e obrigavam a assinar esse termo de coerção ou tomavam das mãos dos tutores em pleno desespero desinformado sem nenhuma conscientização se havia como tratar ou o que poderiam fazer pra ter evitado ou evitarem casos futuros,tivemos milhares de cãezinhos retirados de suas moradias mediante muito choro e sofrimento dos tutores e animais apavorados,amedrontados,tratados com truculência desde a retirada das casas onde moravam e eram levados para o CCZ que fizeram essa campanha desumana ao meu ver e creio que assim pensam também as pessoaz que amam e respeitam os animais,a vida e Deus Criador.
    Agora em outubro de 2018 em plena Câmara Municipal durante a reunião da LDO municipal o vereador Dr. Francisco veterinário afirmou que em virtude de nada ter sido feito pra conter a procriação de cães e consequentes abandonos,negligências,abusos e maus tratos e desordenado quadro de reprodução desassistida de cães e sem exigir ou cobrar ou multar a posse irresponsável de cães jogados em quintais sujos,cães sem vacinação,sem coleiras que protegem do flebótomo,cães perambulando pelas ruas e estradas e fracos,cães que são deixados trabalhados em casas de onde a família se mudou,morrendo aos poucos,agonizando sem nenhum local pra serem encaminhados,tratados…eis que a LEISHMANIOSE está no meio de nós e se apresenta vorazmente crescente em acometimentos em animais humanos e não humanos. Em sua fala o vereador Francisco veterinário que nas épocas de eutanasias do CCZ-CG era quem as realizava alertou para que se preparem os leitos e hospitais para o grandioso número de casos de LEISHMANIOSE em Campo Grande-MS e que a saúde desenvolva um protocolo de reconhecimento e tratamento dos acometidos pela doença e avisa que em humanos á doença tem tratamento e cura.
    Em outra ocasião a Dra. Iara diretora do CCZ anteriormente a essa fala do vereador Francisco,também confirmou que Campo Grande esteve em 12° lugar em acontecimentos de leishmaniose,após e em outro encontro pra tratar desse assunto falou que CG estava já em 7°lugar e que com certeza numa próxima reunião já estaremos em 4°lugar no ranking e que quando faziam recolhimento dos cães para eutanásia,foi a época de combate que acharam de conter a doença e é esse o pavor que a causa animal vêm tentando evitar,pois se trata de querer pagar com vidas de animais que são os MAIORES vitimados pela falta de programas e Leis e ações pra evitar o reaparecimento do mosquito que é o verdadeiro vilão e não os nossos amorosos e fiéis cães. É preciso que no dia 08 de novembro nossos gestores e população compareçam ao SIMPÓSIO DE BEM ESTAR ANIMAL QUE QUEM NOS TRARÁ SERÁ O EX-VEREADOR E ATIVISTA EM CAUSA ANIMAL SR. ROBERTO “BETO ARAÚJO” DE TRÊS LAGOAS QUE NOS TRARÁ O QUE EM OUTRAS CAPITAIS COMO CAMPINAS DE SÃO PAULO JÁ TEM FUNCIONANDO E QUE ATRAVÉS DESSE SIMPÓSIO TODO O PROJETO ESTARÁ Á DISPOSIÇÃO DOS GESTORES PÚBLICOS DE CAMPO GRANDE BEM COMO PRA TODO MS PRA QUE O IMPLATEM E ACABEM DE VEZ COM A INSANIDADE DE NADA SE TER PELOS ANIMAIS E NO FINAL AINDA TEREM QUE PAGAR COM A PRÓPRIA VIDA PELO DESCASO PÚBLICO.
    O SIMPÓSIO será no dia 08/11/18 quinta-feira no auditório da OAB ás 19:00 vide em @ONG vira – latas MS. É preciso fazer inscrição. Podem chamar pelo whats 99912-2550
    Valéria Marques Ferreira Campos da ONG vira-latas MS protetora voluntária.67-99912-2550 whats.

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