Não acredito em políticos, mas eles existem

Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay. Políticos, não acredito, mas eles existem, felizmente, ou infelizmente, sim.

Não sei mensurar minha surpresa com o desespero estampado no rosto do presidente eleito Jair Bolsonaro. De repente, não mais do que de repente… Das mãos espalmadas fez-se o espanto.

Não, definitivamente, ao aventurar sua candidatura não supôs que poderia ser eleito. Queria acarinhar seu ego, sua vaidade. Competir com Geraldo Alckmin, Ciro Gomes, o poste do PT (a Dilma de calças e que consegue articular ideia), era improvável. Era impensável.

Jair Messias Bolsonaro se transmudou no poste da população, ou melhor, numa barreira a separar o cidadão brasileiro da classe política desgastada. Ninguém quer homofobia, tortura, separação de gêneros… nada disso. A população quer seu igual, que os políticos sejam dignos como ela. Ao menos a maior parte da população.

Não sejamos hipócritas, existe uma população consciente e outra que se deixa manipular e, pior, existem os manipuladores. O consciente debate ideias, propostas, opta pelo que considera melhor. Outra opta pelo menor prejuízo para si. Não há como conceber que toda a população seja igual em capacidades de entendimento da Nação.

Estão errados? Não. Uns são melhores que os outros? Não. Apenas diferentes. E é assim que se faz democracia.

Ruins são os políticos que se aproveitam disso.

Política é a ciência do governo dos povos. Abrangente. Políticos deveriam ser seus agentes, representar parcela considerável da população. No Brasil, a coisa não funciona bem assim.

Qualquer pessoa que olhe (ou analise) a história verá que não temos “Estadistas”, ou tivemos poucos. (Definição: Pessoa que revela grande tirocínio, grande habilidade e discernimento no que diz respeito às questões políticas, à administração do Estado; homem de Estado.). Sem margem de erro, podemos citar os imperadores Pedro I e Pedro II, também após um longo período, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves (que não assumiu) e Fernando Henrique Cardoso. Esses deram dignidade ao país. Os restantes foram apenas títeres (Boneco que se move por cordéis, imitando gestos humanos, movido por um homem – ou homens – escondido(s). ) ou denegriram a imagem do Brasil comprando sua própria imagem, sóbrios ou não.

A população parece que está abrindo os olhos e jogando os políticos numa fogueira, como se fosse uma inquisição benéfica. Essa é a parte do resultado da última eleição, boa, com renovação. O difícil é entender se esses novos políticos entenderam. Será?

Jair Bolsonaro não é o comandante da Nação Brasil. Está comandante sob julgo da população. Preside, na verdade, o Brasil os milhões de eleitores de Jair Bolsonaro e os milhões que se abstiveram, votaram em branco ou anularam seus votos. Essa parcela é maioria.

Parte considerável da população está amena. Deixa como está pra ver como fica. Temem a evolução, como temeram o Iluminismo os pacatos campestres da idade média. Não existe involução, apenas evolução. Temos um país de 518 anos e que não desempaca. Temos uma democracia de 30 anos que ainda engatinha. Apenas um bebê.

A população deu um basta. Outra parcela, menor, pretende ainda as benesses que recebe à custa de todo um país.

Bolsonaro, você não dirige um país, sua eleição foi a prova inequívoca de que a população está tomando a rédea de seu próprio destino. Enfim crescemos como Nação.

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