O Brasil mudou, Campo Grande não percebeu

Ainda estamos na era do coronelismo político. Isso é baixo, triste, não nos acrescenta nada. Quem ainda acredita nesse “Circo” das sessões da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa?

Senhores, não menosprezem a capacidade dos eleitores. Vocês fazem uma patética alegoria dos palhaços eleitos, bem remunerados, fantoches longes, distantes do povo, mas gostam disso, são bem remunerados para isso. Compram votos como compramos pipocas, só e  apenas assim conseguem suas eleições. E estão sendo relegados , escorchados, se transformando em nada. Retratos na parede dos quais apenas os parentes mais próximos rendem homenagens.

Houve alteração significativa na Câmara de Vereadores da Capital, na Assembleia… também na Câmara Federal, no Senado. Acabou, serão sempre lembrados como uma história triste, de bandidos.

A presidência da República foi tomada pelo POVO. Entendam. Não é Bolsonaro, não é uma escória que divide o país como se fosse seu. Queremos nossa Nação de volta. Os políticos “profissionais” foram expulsos por nós, povo.

Presidente e ministros estão encarcerados. Governadores também. Eram todos poderosos até que nós, comuns, tomássemos as rédeas de nosso próprio governo.

ACABOU

Resultado das urnas. Talvez sejamos uma minoria se somados as abstenções e votos brancos e nulos, mas ainda assim somos maioria em negar essa política torpe. Não queremos mais vocês.
Entenderam?

Vamos deixar de ser baixos na política.

Aqui, Mato Grosso do Sul, optamos por reeleger quem concebe uma política aparentemente séria (*), deixando de lado a promessa de aventureiros que buscam na velha concepção de política, intrinsicamente ligadas aos contraventores, para manter o status quo do possível, não desejável, não perfeito, mas plausível, uma vez que nada se apresentou como “novo”.

(*) séria, do menos pior, melhor. Galgar um currículo em inverdades, ligado a contraventores, baseados em poucas ações que encarceraram muitos abrindo espaço para outros. Quer que explique?

A resposta das urnas foi imediata: ex-secretários sub judice, secretariado escolhido por critérios políticos, lei de responsabilidade extrapolada. O governador tem que governar, ainda que se mantenha refém das forças políticas. Políticas? Mas política não é o governo pelo povo, para o povo?

Não quero e não vou afirmar aqui, mas todo o desvio das notas frias vão realmente para o governo? Ou será que ainda resiste aquela suspeita sobre o mensalinho dos deputados? Eu não afirmo, apenas pergunto.

Estamos numa sociedade hipócrita. Sabemos o que acontece. Quais são os critérios para a eleição da mesa diretora da Assembleia e da Câmara? Os novatos, ainda que bem votados, têm muito a aprender. Não é assim que se faz essa política baixa. Políticos são reféns uns
dos outros.

Vamos mudar, como mudamos agora, e outras mudanças haverão. Ainda que demore mais 30 anos de período democrático, vamos alternar.

Essa briga em plenário permanecerá um tempo. Acredito que menos pior sejam as “coisas fedorentas” políticas e mais as moscas que as rodeiam. A quem cabe terminar com isso? Caso houvesse seriedade e ética dos políticos, mais fácil seria dar um novo rumo, mas essa escória que acompanha cada um dos políticos, essa escória que acompanha cada um das escórias políticas, é apenas uma escória, não pertence a nós, povo. Não somos nós, essa escória, aqueles que construímos uma Nação. Tenhamos consciência de perceber que todos somos vítimas. Não somos um povo vendido, maltrapilho, sem caráter. Somos aqueles que ainda acreditam que elegem 49% dos seus representantes, vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores, governadores e presidente, ainda que de forma equívoca, atrapalhada, querendo uma Nação que nos pertença. Somos felizes e compensados pelo nada que possuímos. Nós somos a Nação, nós fazemos a democracia de optarmos por um ou outro.

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