Capital tem dois assassinatos violentos em menos de 48 horas

Duas mortes com requintes de crueldades assustaram os campo-grandenses neste início de semana. O primeiro registro foi na manhã de domingo (18), quando populares acionaram o Corpo de Bombeiros para controlar as chamas de um veículo Fiat Uno, abandonado na região do bairro Nova Lima. Dentro do porta-malas foram encontrados os restos mortais de Edgar Nunes da Silva, de 22 anos. Já na tarde desta segunda-feira (19) foi encontrado o corpo de um homem, não identificado, na estrada vicinal que liga à Avenida Desembargador Leão Neto, no Parque dos Poderes.

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No primeiro caso, a investigação já localizou os responsáveis pelo crime. Foram presos: Paulo Henrique da Silva, de 18 anos, e Fernando Barbosa da Silva de 29 anos. Um adolescente de 16 anos está foragido. A quadrilha conhecia a vítima e a torturam antes de mata-lo, os motivos para o crime estão relacionados a rixa entre as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), sendo que Edgar era membro desta última. A ordem para a execução do rapaz partiu de dentro do presídio de segurança máxima da Capital.

Ainda conforme a polícia, os meliantes sequestraram Edgar e o mantiveram refém por 12 horas, até leva-lo ao ‘Tribunal do Crime’. Edgar teria ido até a casa de Paulo, no bairro Tarsila do Amaral, onde foi capturado pelos conhecidos e torturado. A perícia identificou várias perfurações de faca no pescoço. Em seguida, a vítima foi amarrada com um arame e trancada no porta-malas do automóvel, que foi incendiado posteriormente com o corpo dentro. A polícia ainda procura por outros integrantes da quadrilha.

Já nesta segunda-feira, o corpo de um homem, de aproximadamente 40 anos, foi encontrado na região do Parque dos Poderes. Para a investigação, o cadáver foi desovado nas imediações. A perícia identificou vários cortes pelo corpo, como tórax, orelha, ombro, pescoço e a boca. Para a investigação, o sujeito foi morto com uma pancada na cabeça. O corpo estavam nu e enrolado numa toalha.

Nenhum documento foi encontrado próximo ao cadáver, o que reforça a tese de que foi desovado na estrada. A polícia localizou marcas de pneus de uma caminhonete e uma camiseta por baixo do corpo, que foi levado ao IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para passar por exames e tentar descobrir a possível identificação.

 

 

Foto de capa: Flávio Dias/G1 MS/Reprodução

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