Ordens e desordens do futuro governo. O bom da economia e o ruim da política


O mercado está apostando na capacidade da equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro, tanto que indicam investimentos no país como se pode medir pelos indicadores da Bolsa de Valores e da oscilação do dólar. O que a população questiona é se haverá benefícios para a Saúde e Educação Públicas.

Os valores desviados pelos governos anteriores, e não contidos pelo atual, nas mais diversas previsões, oscilam entre R$ 500 milhões e R$ 1,5 trilhão. Que fossem R$ 100 milhões, se aplicados nessas áreas haveria um grande avanço para o país. Mas qual a real intenção da equipe econômica nesse momento?

Os economistas da linha ortodoxa preferem pensar que o primordial é resolver os problemas de caixa do país.Aplicar todos os recursos para saldar a dívida pública. Outros preferem pensarem estruturar as desigualdades sociais reorganizando a distribuição de renda. Oque quer a equipe de Bolsonaro e Paulo Guedes?

“As medidas serão amargas”, conforme já foi divulgado. Amargas para quem? Será que investidores e empresários terão  a grandeza patriótica de perder um pouco para o bem de tantos? Será que a população das classes média, baixa e, paupérrima pagarão novamente pelo preço de seu país?

Quais serão os entraves? Um deles é o ministro da Saúde.

Se por um lado existe uma equipe extremamente técnica na economia e um ministro da Justiça que nos resgata o respeito pela Nação, por outro temos, por exemplo, o escolhido para ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que é investigado por suposta fraude em licitação e tráfico de influência na informatização na saúde em Campo Grande, valores que somam mais de R$ 15 milhões, no período no qual foi secretário municipal de Saúde. O futuro ministro teve os bens bloqueados em uma ação civil pública relativa ao caso. Pergunte para Campo Grande/MS, senhor presidente, não se venda tão baixo para partido quase insignificante (Democratas). Vamos colocar os Reais reconquistados ou poupados nas mãos de tão contestada pessoa? 

Será que o ministro da Justiça terá que investigar, também, seus colegas? Parece que sim. Terá pulso para isso? Bolsonaro terá que definir, a canetada final é dele. Mandetta é primo do senador eleito Nelson Trad Filho (ex-prefeito de Campo Grande que está com os bens bloqueados pela Justiça e filho do ex-senador Nelson Trad – aclamado em Mato Grosso do Sul, mas com atuação contestada em termos nacionais), do deputado federal Fábio Trad e do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad – estamos nos transformando em um grande Maranhão, dominados por uma gangue (digo) família.

Desejamos um ótimo governo e entendemos sua necessidade de fazer composição política, mas o que nos resta é a torcida de que o senhor presidente eleito consiga exercer um bom mandato etenha pulso suficiente para excluir de seu governo, embasado em denúncias e condenações na Justiça, todos aqueles que tenham a propensão à corrupção e à incapacidade administrativa.

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