Bolsonaro anuncia deputado Mandetta como futuro ministro da Saúde

Mais um parlamentar sul-mato-grossense foi nomeado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para integrar o seu quadro ministerial. O nome da vez foi o do deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM), que será o novo ministro da Saúde a partir de janeiro do próximo ano. A nomeação já vinha sendo especulada e foi confirmada nesta terça-feira (20) pelo próprio Bolsonaro, através de sua conta pessoal na rede social Twitter.

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Além dele, a deputada federa reeleita Tereza Cristina (DEM-MS) também foi indicada para compor o quadro, ficando à frente do Ministério da Agricultura. Luiz Henrique Mandetta é médico e ex-secretário de Saúde de Campo Grande, ele cumpre o seu segundo mandato de deputado federal e não disputou as eleições deste ano.

Perfil

Mandetta nasceu em Campo Grande, é filho do médico Hélio Mandetta, e estudou no Colégio Dom Bosco, onde integrou a equipe de natação da escola. Aos 15 anos, fez intercâmbio nos Estados Unidos. De volta ao Brasil, cursou medicina na Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. Concluiu o curso em 1989 e, junto com a mulher Terezinha, retornou ao MS onde fez residência em ortopedia, na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, e cursou uma especialização em ortopedia em Atlanta (EUA).

Mandetta foi dirigente de plano de saúde e secretário municipal. Presidiu a Unimed de Campo Grande entre 2001 e 2004 e, ao encerrar sua gestão, assumiu a secretaria de Saúde de Campo Grande, cargo que ocupou de 2005 a 2010, durante a gestão do então prefeito Nelson Trad Filho. Mandetta era filiado ao MDB e migrou para o DEM para concorrer a deputado federal em 2010. Foi eleito com 78,7 mil votos e reeleito, quatro anos depois, com 57,3 mil votos.

Problemas judiciais

No contraponto da coisa, o deputado e agora futuro novo ministro é investigado por suposta fraude em licitação, tráfico de influência e caixa 2 no contrato para implementar um sistema de informatização na saúde em Campo Grande, o popular GISA (Gerenciamento de Informações Integradas da Saúde), no período no qual foi secretário. Recentemente, ele teve os bens bloqueados em uma ação civil pública relativa ao caso.

O Gisa custou quase R$ 10 milhões entre recursos federais e municipais. Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou um prejuízo de cerca de R$ 6 milhões em pagamentos indevidos por serviços não executados.

Á exemplo de Jair Bolsonaro, Mandetta também compartilha críticas em relação ao programa Mais Médicos, criado em 2013 durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Inclusive, em 2013, durante as discussões para aprovação no Congresso Nacional da medida provisória que criou o programa, Mandetta afirmou que os médicos cubanos eram “lançados como balança comercial” por seu país.

Ele ainda criticou o convênio do governo brasileiro com a Organização Pan-americana da Saúde (Opas), que intermediou a contratação dos cubanos, cuja maior parte dos salários fica com o governo de Havana. “Será que a OPAS se presta à terceirizada da atividade fim, a gato, a navio negreiro no século XXI, simplesmente por causa dos 10% que ela embolsará pela parceria com o governo brasileiro?”, questionou o deputado na ocasião.

Mandetta também já abordou em discurso na Câmara outro criticado atualmente por Bolsonaro: a possibilidade de trabalho no Mais Médicos sem revalidar o diploma obtido no exterior. O presidente eleito disse que é “injusto” e “desumano” destinar aos mais pobres atendimento médico “sem qualquer garantia” de qualidade.

“O governo entregará o bisturi para operar a sua mãe, o seu filho, a uma pessoa que não comprovará o seu conhecimento na área de medicina. E cria dois tipos de brasileiros, porque esses médicos a quem ele dará o bisturi não podem trabalhar no Sírio-Libanês, não podem trabalhar no Copa-D’Or. Eles podem trabalhar no Acre, no Amazonas, na periferia, no Nordeste, no Maranhão”, declarou Mandetta em 2013.

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