Estranho assassinato do assessor de Puccinelli

 

Muito esquisita essa confissão da assassina “confessa”, Fernanda Aparecida da Silva Sylvério, de 28 anos. O advogado Daniel Nantes Abuchaim, 46 anos, morto a facadas próximo ao Jardim Noroeste, permitiu fazer sexo no automóvel, até então, normal para quem admite esses padrões, mas a assassina usar seu próprio carro, permitir a filmagem do veículo e não se evadir do estado após o crime… Tem a dentadura inteira do coelho nessa história.

Segundo nosso site cenarioonline.com, “Após matar Daniel, Fernanda retornou para o quarto, onde se limpou e, em seguida, pagou a conta e pediu para deixarem o portão aberto, pois não gostaria de ser interrompida na portaria. Em seguida, foi até a estrada vicinal do Parque dos Poderes, onde deixou o cadáver, e fugiu para Bonito. No entanto, segundo a versão dela, se arrependeu e retornou a Capital, sendo presa em sua casa, no bairro Los Angeles.”

Ainda segundo o site, conforme declarações do delegado responsável pelo caso: “Na rede social Facebook, Daniel e Fernanda são amigos, mas aparentemente não tinham um contato muito próximo. Informações não confirmadas pela polícia apontam que o motivo para o crime pode estar relacionado a uma dívida existente entre os dois.”

Nesse mato tem coelho… cheirado ou fumado, envolvido sexualmente, tara, sabe-se lá?

Ou será que haverá algo mais? Sem querer aventar um esquema de conspiração, mas partindo da ótica policial, existe um leque de possibilidades que podem explicar o assassinato. Todas as hipóteses são possíveis, nada pode ou deve ser descartado. Ele foi superintendente de tecnologia da Secretaria de Estado da Fazenda, cargo chave para dissimular possíveis desvios de verbas, na gestão de André Puccinelli, hoje cumprindo pena em regime fechado.

Queima de arquivo em épocas tão tumultuadas, com tantas denúncias sendo alardeadas? É hipótese, não tese. Afinal, a dívida que Fernanda teria que pagar seria efetivamente com a vítima? Ela, pessoa vivida no meio da sociedade que resvala alguns limites de marginalidade seria tão ingênua?

Aceitaram ira um motel, e não ficaram no motel, indo para o interior do carro. Fetiche? Por quais motivos irem para o banco traseiro de um carro?

Se condenada, haverá atenuantes: não foi motivo torpe, por dinheiro ou por um amor insano. Iminente ameaça à vida e à liberdade? Insanidade temporária ou coisa que o valha? Qual a condenação? 15 anos ou pouco mais. Com bom comportamento, 1/6 da pena, exatos 30 meses, ou 1,5 anos de prisão. Qual será o custo dessa prisão? Qual será o lucro da liberdade?

Não é nossa função exercer a função da polícia, sequer julgar, condição inequívoca da Justiça. Nossa missão é buscar obter os fatos tal qual ocorreram. E, como imprensa independente, estaremos atentos aos honorários dos advogados que defenderão a ré confessa, aos motivos alegados, ao tempo de demora a ser pautado o julgamento, à condenação e ao tempo de cumprimento de pena.

Ainda que não seja nossa seara, cuidaremos dos dentes desses coelhos e das moitas que eles saem.

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