Com tanta gratuidade, quem realmente se importa com o aumento da tarifa do transporte público?

Elevar o valor da tarifa do transporte público a casa dos R$ 4,00 vai causar a indignação dos usuários em sua totalidade, entretanto, não vai passar de uma reclamação. Numa reflexão rápida, tente responder a questão: quem hoje efetivamente paga o passe de ônibus? Ora, os estudantes, em todos os seus níveis, têm a gratuidade assegurada; idosos, renais crônicos, deficientes e seus acompanhantes também; e os trabalhadores, em sua grande parcela, têm a passagem paga pelas empresas mediante desconto no holerite. Fora deste círculo estão os que realmente serão afetados com o reajuste, sem força para criar qualquer manifestação que possa impedir uma elevação abusiva.

Mercabat final

A Prefeitura Municipal não comenta o andamento dos estudos da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) já iniciaram e devem apontar para um reajuste de até 9%, levando em consideração o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que é calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e que apresentou o acumulado de 9,2618% no fim de outubro. O Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), que está acumulado em 4%, o reajuste salarial dos motoristas e o preço do litro do combustível são os fatores que mais impactam na construção do valor final da tarifa do transporte público.

Os representantes do Consócio Guaicurus, responsável pela administração do serviço de transporte público, sustentam que o novo valor da passagem já deveria estar em vigor desde o mês de outubro. Eles também citam que o cálculo do reajuste deve levar em consideração, mas em menor porcentagem, o custo da manutenção dos veículos, o número de passageiros – que vem diminuindo anualmente – e a redução de 5% do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).

Se for aplicado os 9% de reajuste, o valor da tarifa saltará para R$ 4,03, podendo ser arredondado para R$ 4,00 ou para R$ 4,05. Agora, se for aplicado um aumento menor, de 8%, a tarifa deve ser de R$ 3,99, sendo finalizada em R$ 4,00. Numa alternativa mais animadora, se for aplicado o reajuste mínimo de 4%, algo considerado difícil, a tarifa terá um aumento de R$ 0,15, passando a ser de R$ 3,85. No ano passado, a passagem subiu para R$ 3,70, aumento de R$ 0,25 em relação a 2016, quando custava R$ 3,55.

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