Delação de Delcídio do Amaral será revisada após suspeitas de omissão de informações

O ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT, hoje PTC) pode ter omitido informações quando prestou sua delação premiada, em 2016. A informação está sendo apurada pela Procuradoria Geral da República (PRG), que irá revisar a delação após a Receita Federal apresentar suspeitas na análise de contas do político. Ao todo, sete pontos estão sendo checados e podem configurar crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, fraude processual e falsidade ideológica. Caso comprovado, ele poderá perder os benefícios recebidos pela colaboração e até mesmo retornar para a cadeia.

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Entre os pontos analisados está a suspeita de recebimento de vantagens financeiras do Grupo JBS (elementos obtidos em coletas de provas no Grupo JBS) e a suspeita de compra de uma fazenda com valores desviados, segundo as informações, teriam sido utilizados R$ 12 milhões entre 2012 e 2013, sendo R$ 6,2 milhões em espécie a portadores indicados e R$ 5,8 milhões por depósitos em contas bancárias de terceiros.

A Receita também suspeita de um pagamento de despesas referentes à organização da festa de 15 anos da filha de Delcídio, na ordem de R$ 600 mil, com valores que não transitaram nas contas bancárias dele e nem de familiares ou que tenham fonte comprovada. De acordo a Receita Federal, há suspeitas de “pagamento de despesas pessoais do núcleo familiar do senhor Delcídio do Amaral Gomes”, sendo “inconsistente” a resposta dada por ele.

Não há detalhes de quando a tal festa foi realizada, mas a investigação começou no ano passado. “Junto às empresas contratadas para a organização do evento (festa de 15 anos) foram obtidas provas da efetiva quitação de tais despesas, da ordem de R$ 600 mil, sem que os valores tenham transitado nas contas bancárias de nenhum dos membros do núcleo familiar ou que tenham sido comprovadas fontes de disponibilidades em espécie”, diz a Receita.

O documento apontou ainda que Delcídio agiu para “enganar e dissuadir” os órgãos de fiscalização em troca dos benefícios. “Não cabe falar em cooperação no âmbito da investigação tributária; pelo contrário, várias das condutas ora representadas contêm fartas evidencias de que o senhor Delcídio do Amaral Gomez ativamente agiu no sentido de enganar e dissuadir a fiscalização”, diz o texto encaminhado à PGR, que agora tem o prazo de 15 dias para revisar a delação premiada.

A delação de Delcídio foi uma das alternativas encontradas pela defesa para que ele deixasse a cadeia. O político esteve detido durante três meses detido, entre novembro de 2015 a fevereiro de 2016, após tentar atrapalhar a delação do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, ofertando uma rota de fuga e até mesmo uma ‘mesada’ para que este pudesse se manter fora do país. Atualmente, o ex-senador cumpre prestação de serviços à comunidade, no pleito recente, ele disputou a reeleição, mas perdeu.

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