Lama Asfáltica ganha novo ‘capítulo’ e empresário João Baird é preso novamente

Com base nas remessas clandestinas de valores para o exterior realizadas por proprietários de empresas de informática investigadas no decorrer da Operação Lama Asfáltica, a Polícia Federal está deflagrando na manhã desta terça-feira (27) a sexta fase da ação investigativa, denominada ‘Computadores da Lama’. Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, 25 de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas.

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Entre os presos na operação de hoje está o empresário João Roberto Baird, velho conhecido da Operação Lama Asfáltica. Ele foi preso na sua casa, no Edifício Monterosso, situado na Rua Antônio Maria Coelho. O advogado dele, José Wanderley Bezerra Alves, disse à imprensa que o empresário foi levado para prestar esclarecimentos na sede da PF.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão no gabinete do conselheiro do TCE/MS, Osmar Jerônimo, no entanto, o alvo seria o assessor dele, de identidade não confirmada. Os federais também estiveram no escritório de advocacia Fábio Leandro Advogados Associados, na Rua Alagoas.

De acordo com a PF, as ações ocorrem em Campo Grande, Jaraguari, Dourados e Paranhos e contam com a participação de mais de 100 policiais, 17 servidores da CGU (Controladoria geral da União) e 33 servidores da Receita Federal. A ‘Computadores de Lama’ é resultado de análise dos materiais já apreendidos nas fases anteriores da operação, já com os resultados de fiscalizações e exames periciais.

A investigação de hoje tem como objetivo apurar desvios de recursos públicos por meio do direcionamento de licitações em contratações de serviços de informática, aquisição fictícia ou ilícita de produtos, simulação de contratos para o repasse de recursos ilícitos e utilização de “laranjas” para ocultação patrimonial.

A Operação Lama Asfáltica, a ação investigativa mais importante da história do Estado, já levantou um desvio milionário nos cofres públicos de Mato Grosso do Sul na ordem de R$ 432 milhões, escondidos em fraudes e valores concedidos irregularmente como benefícios fiscais e as propinas pagas.

 

 

Foto de capa: Marcos Ermínio/ CG News

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