Esquema de corrupção no HRMS provocou prejuízo de mais de R$ 3 milhões

Um grandioso esquema de corrupção que ocorria dentro de um dos maiores hospitais públicos do Estado, o Hospital Regional Rosa Pedrossian (HRMS), veio à tona nesta sexta-feira (30). O Ministério Público Estadual (MPE) e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) promoveram a Operação Reagente, que resultou na prisão do diretor-presidente do HRMS, médico Justiniano Barbosa Vavas, do gerente de laboratório da instituição, Adriano César Augusto Ramires, e do empresário Luiz Antônio Moreira, dono da empresa de produtos hospitalares Neoline. 

Drika final

Conforme as informações do MPE, a ação apura a prática de crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e Passiva e organização criminosa, tendo como fato a compra e locação de equipamentos e produtos hospitalares pelo Hospital Regional Rosa Pedrossian, com envolvimento de empresas situadas na Capital e no Estado de São Paulo. A investigação aponta que o esquema já resultou em um prejuízo aos cofres públicos de R$ 3 milhões.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em Campo Grande, Ribeirão Preto (SP) e São Paulo, todos expedidos pela 3ª Vara Criminal de Campo Grande. Participam da operação os Promotores de Justiça do GAECO de Mato Grosso do Sul e São Paulo e GECOC, além de 59 policiais militares do GAECO e Batalhão de Choque, além de servidores do Ministério Público.

O Gaeco informou que o diretor-presidente do HRMS, Justiniano Vavas, não foi alvo de mandado de prisão, mas ele acabou detido porque, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na sua casa, os agentes encontraram uma espingarda calibre 36, sendo que o mesmo não tem licença para a mesma. O médico foi preso por posse irregular de arma de fogo.

Além da casa do diretor-presidente, do próprio HRMS, e da empresa Neoline, os agentes da Gaeco cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da Secretaria do Estado de Administração (SAD). Por meio da assessoria de imprensa, o Governo de Mato Grosso do Sul informou que a Controladoria-Geral do Estado acompanha toda a ação.

O nome da Operação tem relação com um dos materiais adquiridos fraudulentamente pelo Hospital Regional referente a reagentes químicos utilizados na realização de exames laboratoriais.

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