Construção de ponte sobre o Rio Paraguai em Porto Murtinho pode encarecer, ainda mais, a conta de luz

A construção da ponte de concreto sobre o Rio Paraguai, que ligará a cidade de Porto Murtinho à vizinha Carmelo Peralta, do outro lado da fronteira, poderá impactar diretamente no bolso dos cidadãos brasileiros. Isso porque, segundo informações do blog João Borges, do site G1, as obras podem ficar sob a responsabilidade da Itaipu Binacional, empresa criada por Brasil e Paraguai para construir e operar a hidrelétrica de Itaipu, se assim for, o custo da obra sairá da tarifa de energia em um encargo extra na conta de luz.

Primordial

A ponte em Mato Grosso do Sul é esperada há anos e vista como essencial para a conclusão da chamada Rota Bioceânica, um percurso viário que liga todo o Mercosul (Brasil, Paraguai, Argentina e o Chile), beneficiando o escoamento de cerais e o transporte de cargas diversas para os portos chilenos, com destino a Ásia e a Oceania, e também para os portos brasileiros, com destino a Europa e a África.

Além da ponte em MS, a Itaipu Binacional também deve custear a construção de uma segunda ponte, que ligará as cidades de Foz de Iguaçu, no Paraná, até Presidente Franco, no Paraguai.  Inclusive, conforme as últimas informações, essa ponte já está licitada e aguarda apenas a liberação do dinheiro para começar a ser construída. As duas pontes estão orçadas em R$ 900 milhões, conforme as informações do blog. As pontes foram inclusas no programa ‘Chave de Ouro’, que visa concluir, encerrar ou adiantar 20 projetos em todo o país nestes últimos meses do governo de Michel Temer.

No mês de outubro, o ministro de Governo, Carlos Marun, já havia adiantado que as pontes, tanto a de Porto Murtinho quanto a de Foz de Iguaçu, seriam financiadas pela Itaipu Binacional. “A parte brasileira de Itaipu, chamada de margem esquerda, bancará integralmente a ponte de Foz do Iguaçu. A parte paraguaia, a margem direita, bancará integralmente a ponte Porto Murtinho-Carmelo Peralta.”, explicou o representante do Governo Federal à imprensa, na época.

Mais recentemente, no final de Novembro, Marun disse que a diretoria da Hidroelétrica de Itaipu Binacional já havia aprovado o financiamento das pontes, restando somente o aval dos conselheiros da empresa, cuja decisão final deveria ter sido divulgada na última semana, mas divergências internas adiaram a ‘batida do martelo’. A possibilidade do custo dessas obras recaírem sobre o bolso do consumidor é grande, já que a Itaipu é regida pelo sistema ‘tarifa-custo’, ou seja, todas as despesas da hidroelétrica são repassadas para a tarifa de energia, que já acumula cerca de 40% de tributos.

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