Operação prende em MS responsáveis pelo fornecimento de armas e munições para o RJ

Dois homens foram presos em Mato Grosso do Sul na operação contra o tráfico de armas que está sendo deflagrada nesta segunda-feira (03) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ). De acordo com as informações, Moacir Teixeira de Freitas, de 46 anos, e Valdisnei Ederson Alves, de 28, estão envolvidos com a quadrilha que fornecia armas e munições para facções e milicianos do estado fluminense. A ação policial cumpre quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão no Estado Sul-mato-grossense.

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Moacir (foto de capa) foi preso no seu local de trabalho, no bairro São Francisco, em Campo Grande. Ele foi encaminhado para a sede do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras) onde ficará à disposição da Justiça. Em conversa com a imprensa, o suspeito disse que não tem ligação com a quadrilha de traficantes, no entanto, ele comprou um veículo usado de um homem e, este automóvel, teria sido usado pela quadrilha.

O segundo preso na operação, Valdisnei, foi encontrado em Dourados, após ter o mandato de prisão expedido para um endereço em Bandeirantes. Segundo a polícia, descobriu-se que o circo, onde o suspeito trabalha, estava em Dourados. A Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) foi quem cumpriu o mandado judicial a pedido da força-tarefa.

Contra o tráfico de armas e munições

A operação conjunta investiga a quadrilha que envia armas e munições para traficantes de drogas e milicianos no Rio de Janeiro. As investigações duraram um ano. Além de Mato Grosso do Sul estão sendo cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão também no Rio de Janeiro, onde já foram presos três suspeitos.

A Desarme (Delegacia Fluminense Especializada em Armas) apreendeu, de um ano para cá, 33 mil projéteis e prendeu oito pessoas em quatro ações. A primeira foi em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio, em 11 de novembro de 2017; a mais recente foi em 20 de agosto deste ano, em Seropédica, Baixada Fluminense.

Conforme a investigação, as armas e munições vinham do Paraguai e passavam pelas estradas sul-mato-grossenses até chegar aos morros cariocas. Outros crimes atribuídos à quadrilha também estão sendo investigados pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos, do Rio de Janeiro.

A operação, coordenada pela Desarme e PRF, conta com apoio de diversas unidades do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e do grupo Garras da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Mais de 80 policiais rodoviários federais, com o Núcleo de Operações Especiais (NOE), Grupo de Operações com Cães (GOC), Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) e operações aéreas, atuarão em conjunto com cerca de 160 policiais civis, no Rio e em Mato Grosso do Sul.

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