Secretários estaduais pedem demissão coletiva em carta… Não, pera!

Repercutiu nesta terça-feira (04) em toda a imprensa estadual a suposta carta de demissão coletiva entregue por todos os 10 secretários estaduais, mais o Procurador-Geral do Estado e o Controlador-Geral do Estado. O que, à primeira vista, pode ser tratado como um princípio de crise interna na gestão tucana, reeleita para um segundo mandato, nada mais do que uma ‘publicidade gratuita’ (por assim dizer), já que o tal documento, não exibido oficialmente até agora, traz apenas elogios e mais elogios ao chefe do Executivo Estadual.

Mercabat final

A demissão coletiva, como está sendo tratado o fato, é ainda um reconhecimento por parte de todos os titulares do primeiro escalão de Reinaldo Azambuja para as mudanças  na administração que o mesmo pretende implantar para os próximos quatro anos de gestão. O governo de Mato Grosso do Sul é um dos poucos no país que reduziu a máquina pública para enfrentar a crise econômica dos últimos anos e, conforme as informações, a pretensão do líder tucano é diminuir ainda mais o número de pastas.

Na carta, os secretários disseram estar à disposição de Reinaldo Azambuja para serem demitidos, para serem reconduzidos aos cargos ou ainda para assumirem novas funções administrativas. “Todos os servidores das dez secretarias agradeceram o tempo que estiveram atuando nas secretarias.”, comentou o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Rinaldo Modesto (PSDB), em entrevista a um site de notícias da Capital.

Aliás, o projeto de lei que trata das mudanças na administração direta do Estado deveria ter sido apresentado na Assembleia Legislativa na sessão ordinária deste início de semana, mas não ocorreu por não ter sido concluído ainda, devendo então ficar para a última semana parlamentar de 2018. Os secretários estaduais de Governo, Eduardo Riedel, e de Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, estiveram na Casa de Leis para dialogar com os parlamentares.

Eles também entregaram outros quatro projetos de leis que serão apreciados nos próximos dias. As matérias tratam da reabertura e prorrogação do prazo para empresas aderirem ao Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e de Equilíbrio Fiscal de Mato Grosso do Sul (Fadefe); da prorrogação do programa Morar Legal por mais um ano; e duas propostas da Agepan, a primeira para transformar as portarias que definem as taxas de fiscalização em lei, e a outra para ampliar o conceito de atribuições do órgão para permitir a fiscalização do cumprimento da legislação de tratamento dos resíduos sólidos.

Reinaldo e sua equipe ainda não adiantaram o que será mudado para o próximo quadriênio no que diz respeito à administração. De forma não oficial, fala-se na criação de uma Agência de Desenvolvimento que, na mais pura verdade, seria uma forma de empregar o senador Pedro Chaves (PRB), que não disputou a reeleição. Outras mudanças são tidas como certas, como a saída do secretário de Estado de Fazenda, Guaraci Fontana, que deve se aposentar, e de Jaime Verruck, que vai integrar a equipe da deputada federal Tereza Cristina (DEM) no Ministério da Agricultura. As exonerações, tanto desses quanto dos demais titulares em exercício, se ocorrerem, serão realizadas somente no dia 31 de dezembro.

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