Cabe a Temer revogar a decisão ‘imoral’ e cancelar o Indulto de Natal

Conforme matéria publicada neste site em 4 de dezembro, sob o título “Indulto de Natal – vamos deixar de ser ridículos” em que defendíamos as votações por maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal pela manutenção do Indulto de Natal assinado pelo presidente Michel Temer e que deverá libertar parcela considerável de condenados por corrupção, é sempre bom lembrar que que o STF julga a inconstitucionalidade de uma decisão, e o indulto é prerrogativa do presidente da República.

Primordial

Imoral a decisão, esse é o sentimento de boa parte do povo brasileiro. Outra parcela desse povo celebra o fato de jogar por terra todo o trabalho desenvolvido pelo Ministério Público na operação Lava Jato e inocentar, ou dar guarida ao Lula e demais participes do maior esquema de corrupção “investigado” no país.”

Cabe ao presidente cancelar esse indulto e conseguir descer a rampa do Palácio do Planalto com a cabeça erguida e não pelas portas do fundo, ou pela garagem. Essa troca de gentilezas, esse corporativismo, parece indicar que Michel Temer concede indulto, até para que mais adiante, quando perder as prerrogativas do foro privilegiado, seja ele também indultado. Será?

O presidente em exercício está no cargo sem receber um voto sequer, veio no pacote que elegeu Dilma Rousseff, com as benesses do Partido dos Trabalhadores que negociou esse e demais cargos para conseguir uma base aliada. Incompetente a presidente Dilma conseguiu fazer tantas lambanças que sequer conseguiu, com toda essa base de sustentação, se manter no cargo.

A grave questão é que o Supremo se mostrou pequeno em suas funções, uma vez que esse indulto é quase uma prerrogativa ditatorial, como se fosse uma cláusula pétrea. Já havia acontecido outras vezes, inclusive com o condenado José Dirceu, grande mentor das artimanhas petistas no melhor estilo Golbery do Couto e Silva, figura articuladora da ditadura civil/militar.

A Justiça ladeira abaixo de braços dados com os políticos

Parece que nada pode, assim como não impediram a decisão presidencial, também não terão como conter o sepultamento do limite de gastos dos municípios. Para um país quebrado, nada melhor. Será vingança pela renovação impetrada pelos eleitores aos políticos nas últimas eleições? Tudo leva a crer que sim.

Os deputados e senadores tiveram a sua vingança, então. Os ministros do Supremo independem da população, não são eleitos, são nomeados. Para deixar bem claro o processo de escolha, apenas como exemplo, o atual presidente do STF, ministro Dias Toffoli, sequer foi aprovado em concursos para juiz de primeira instância, porém foi advogado do Partido dos Trabalhadores, e elencado ao cargo por “notório saber jurídico”.

Não há o mínimo respeito pela Nação e pelo seu povo.

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