Morte de Daniel Abuchaim pode estar ligada a crime de agiotagem

A investigação sobre o assassinato do ex-superintendente de Gestão de Informática da Secretaria do Estado de Fazenda (Sefaz), Daniel Nantes Abuchaim, chegou a suspeita de que o crime tenha relação com agiotagem. Isso porque a vítima, que também é empresário e advogado, vinha enfrentando uma grave crise financeira pessoal e, conforme o novo depoimento de Fernanda Aparecida da Silva Silvério, de 28 anos, principal suspeita do caso, o homem que esfaqueou e matou Daniel o cobrava pelo pagamento de cheques.

Mercabat final

Abuchaim era o proprietário da empresa Empório Arrecifes, que atua no ramo de pescados, e os negócios não estavam indo muito bem. Conforme reportagem publicada no site do jornal Correio do Estado nesta segunda-feira (10), Daniel estava negociando a venda de uma casa no residencial Damha, a venda seria de R$ 3 milhões, o que ajudaria a solucionar as dívidas do empresário. A investigação passa a trabalhar com a tese de que o ex-superintendente tenha realizado algum empréstimo via agiota e que este tenha sido o autor do seu assassinato.

O caso

Daniel foi morto no dia 19 de novembro e Fernanda Aparecida da Silva Sylvério foi presa no dia seguinte. No primeiro momento, ela confessou o homicídio e alegou que atuou sozinha por não aguentar mais as insistências da vítima em ter relações sexuais com ela e a sua namorada. Daniel foi morto no carro de Fernanda, eles teriam ido até um motel em Campo Grande com a premissa de fazerem sexo a convite dela. Em dado momento, após a vítima tomar banho, a mulher alegou que gostaria de fazer sexo no carro e, quando ele deitou no banco traseiro, acabou esfaqueado e morto. O corpo foi deixado numa estrada do Parque dos Poderes, em plena tarde de segunda-feira.

O caso é investigado pelo delegado Geraldo Marim Barbosa, da 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande. Na última quarta-feira (05), o responsável pediu a quebra do sigilo bancário e telefônico de Fernanda, após ela mudar a versão do seu depoimento e acusar uma segunda pessoa de ter matado Daniel. Conforme a nova versão, esse sujeito, de identidade não divulgada, teria cometido o crime por não ter recebido um dinheiro da vítima. A polícia já realizou exames forenses para detectar se havia outra pessoa no motel, além deles. O resultado ainda não foi entregue pela perícia.

Na nova versão, Fernanda declarou ao delegado que vinha sendo ameaçada para que não entregasse o verdadeiro culpado. Agora, a suspeita sustenta que estava com Daniel no dia 19 quando, ao parar em um cruzamento, esse homem entrou no carro, usando uma touca e portando uma arma de fogo. O meliante conhecia Daniel e ordenou que ela seguisse até o motel, no bairro Noroeste. No local, a vítima e o novo suspeito passaram a discutir sobre o pagamento de uma dívida, na sequência, ele teria aplicado um golpe em Daniel, sufocando-o com a toalha e esfaqueando-o.

Após matar a vítima, o homem carregou o corpo até o carro de Fernanda. Os dois foram até a estrada vicinal do Parque dos Poderes, onde deixaram o cadáver. Segundo a nova versão, o assassino teria empurrado o corpo com os pés para que caísse na estrada. Depois, em um semáforo próximo, o homem saiu do carro e ameaçou Fernanda para que não contasse o ocorrido. Conforme o delegado responsável, o caso agora será tratado como extorsão e acerto de contas, até então era crime passional, já que Fernanda alegou ter sido assediada pela vítima.

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