Santa Casa começa a semana com atendimentos reduzidos por greve de médicos

A semana começou com a diminuição nos atendimentos do maior hospital público de Mato Grosso do Sul, a Santa Casa, devido a uma greve por parte dos médicos. De acordo com a Associação dos Médicos da Santa Casa de Campo Grande (Amesc/CG) e do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed/MS), alguns profissionais estão há cinco meses sem receber o valor integral de seus salários.

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Como parte da manifestação, aprovada em assembleia geral na quarta-feira (12), os médicos reduziram a escala de atendimentos a partir desta segunda-feira (17) e só voltarão ao normal após a regularização dos pagamentos. Durante a greve, haverá redução de 70% nas áreas de atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas e em 30% nos atendimentos de urgência e emergência.

O problema estaria relacionado à falta do repasse mensal por parte do Governo do Estado. A Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), entidade que administra a Santa Casa, disse que aguarda o recebimento de R$ 10 milhões por parte do Estado. No entanto, a Secretaria do Estado de Saúde (SES), que confirma o atraso nos pagamentos, sustenta que o valor é menor, de apenas R$ 4,1 milhões, referentes aos meses de Outubro e Novembro que deveriam ter sido pagos nos meses de Novembro e Dezembro, respectivamente.

A queda de braço

Enquanto os médios fazem greve e a população agoniza nas filas por atendimento, os responsáveis pela máquina pública travam uma ‘queda de braço’ para saber de quem é a responsabilidade pela greve dos profissionais.

Ao participar de uma agenda pública, o governador Reinaldo Azambuja declarou que sua gestão não está devendo o montante informado pela ABCG, de R$ 10 milhões, e também defendeu que o repasse não está atrasado, já que ainda estamos no mês de dezembro.

“Não chega a R$ 2,5 milhões, não são R$ 10 milhões. Tem que olhar mais para gestão interna do que cobrar a responsabilidade só do poder público. E da contratualização das entregas dos serviços, que eles contratualizam e acabam não entregando para a sociedade. Tem que olhar um pouco a gestão interna da Santa Casa que está passando à margem da sociedade também. Todo mundo tem problemas fiscais hoje e financeiros.”, declarou o governador à imprensa.

Além do Estado, a Prefeitura de Campo Grande também está devendo um repasse ao hospital, na ordem de R$ 4.904.487,17, conforme informou a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau).

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