Simone Tebet propõe penas mais duras: Quem foi estuprada sente a dor e a impotência todos os dias

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) propôs uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que torna o crime de estupro imprescritível (que não fica sem efeito; que não pode caducar),após os escândalos envolvendo o médium João de Deus.

Kascatinha lanches

Conforme relatou em sua conta no twitter, “muitos casos denunciados contra ‘João de Deus’, se comprovados, estão prescritos. É cruel, injusto”, escreveu a senadora. Assim como o médium, do mesmo benefício da Justiça se valem outros estupradores.

Que as ‘penas’ no Brasil são indecentes, que os benefícios aos marginais são muitos, todos sabemos. O Código Penal brasileiro é uma piada mal contada, em todos os aspectos, e mantém os justos por detrás as grades de suas casas e sob temor constante do medo enquanto os marginais são amparados de todas as formas.

Agora mesmo se discute no Supremo Tribunal Federal (STF) o indulto de Natal assinado pelo presidente Temer que colocará em liberdade uma gama enorme de corruptos e outros. Toma lá, dá cá da política. A corrupção mata a quantos no país, quando se nega saúde, alimentação e moradia para a população? Coisas da nossa política.

Em relação à proposta de Simone Tebet (que ainda precisa explicar muita coisa da sua gestão a frente da prefeitura de Três Lagoas), é bem-vinda, maravilhosa, precisa, correta. Afinal, a mulher (ou criança, adolescente, quem quer que seja) que sofre abuso sexual ou estupro, carrega essa marca por quanto tempo?

No caso específico de João de Deus(?), será que todas as mulheres assediadas, abusadas, estupradas curaram suas feridas após o período de prescrição da pena? Chegam a 500 o número de denúncias e apenas as últimas poderão prestar testemunho, pois o caso não prescreveu, ou seja, não caiu no esquecimento da Justiça.

Haverá uma mágica para, prescrita pela Justiça, as marcas desaparecem como num passe de mágica para essas mulheres? A vergonha, o horror, uma coisa de culpa que elas carregam irão para um arquivo interno, um arquivo morto, apaga-se?

Vítimas têm período de prescrição? Com certeza, não. A cada despir-se, a cada acordar, queima em brasa a marca de quem foi tangida e marcada a ferro e fogo. A incerteza de conviver com a dúvida e a pergunta: onde eu errei? Eu errei? O que eu fiz para merecer? Sem conseguir entender, jamais, que foram vítimas, apenas vítimas.

João de Deus(?), padres, bispos, pastores, diáconos, zeladores de santo, líderes espirituais não podem estar próximo da santidade, do divino, do sagrado quando usam de sua ascendência sobre os fiéis para cometerem atitudes torpes.

Não apenas esse tipo de crime, mas tantos outros não podem prescrever enquanto houver a dor,enquanto a vida deixe de fazer sentido, enquanto o medo perdurar. Dessa vez, senadora Simone Tebet a senhora foi assertiva, e que o Congresso repense, ainda que seja apenas o começo, as penas impostas aos nossos infratores, marginais sem honra.

 

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