Não é só no futebol: ‘VAR’ soluciona confusão na Assembleia Legislativa de MS

Teve ‘VAR’ na última sessão ordinária de 2019 da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, realizada nesta quinta-feira (20). A sigla, que ficou conhecida no futebol neste último ano, refere-se ao uso do árbitro auxiliar de vídeo quando alguma jogada exige uma melhor análise do árbitro de campo, responsável pela partida. No caso do parlamento estadual, o vídeo em questão era o da própria sessão e foi usado para que os deputados pudessem confirmar se um determinado pedido de entrada de projeto para apreciação foi mesmo solicitado.

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A sessão ordinária da ALMS é gravada em vídeo e transmitida pela TV Assembleia e redes sociais. Nesta quinta, o deputado Amarildo Cruz (PT) queria que um projeto de sua autoria fosse votado pelo plenário, no entanto, Lídio Lopes (Patriotas) alegou que o projeto não poderia ser votado, pois não havia sido feito o pedido para que entrasse na pauta do dia.

Revoltado, o deputado Amarildo persistiu e sustentou que havia sim feito o pedido de entrada do projeto na pauta, Lídio também defendeu a sua posição, inclusive, disse ao colega que a “Justiça não agasalha aquele tardio”, provocando um princípio de confusão na Casa. Na sequência da trama, os deputados solicitaram o uso das imagens do início da sessão.

Somente após os parlamentares assistirem ao vídeo, que mostrou o momento em que Amarildo Cruz faz o pedido para que o seu projeto entrasse na pauta, é que o projeto pôde ser votado. A proposta em questão obriga a realização de avaliação física em academias e clubes esportivos de Mato Grosso do Sul. O projeto de lei foi aprovado, tendo um único voto contrário, justamente o de Lídio Lopes, que alegou prejuízo para às academias.

A proposta de Amarildo altera e acrescenta dispositivos à Lei 3.654, que estabelece normas sobre o funcionamento de pessoas jurídicas prestadoras de serviço em lutas, ginásticas, musculação, dança e natação, clubes esportivos e recreativos e obriga esses estabelecimentos a desenvolver e a orientar as atividades por profissional regularmente inscrito no Conselho Regional de Educação Física, durante todo o período de funcionamento.

A lei determina a realização de avaliação de aptidão física, a todo participante a partir de 15 anos de idade, com validade de 12 meses. A análise deve conter anamnese completa, fatores de risco para cardiopatia, classificação de risco e sintomas e sinais sugestivos de doenças cardiovasculares e pulmonares. Podendo ainda contemplar medidas antropométricas, testes neuromotores e avaliações metabólicas, cardiorrespiratória e postural.

Ainda conforme o projeto, o profissional de educação física, regularmente habilitado, é o responsável pela aplicação da avaliação. Nos casos de eventos coletivos e em academias ao ar livre, o organizador deverá aplicar um questionário de prontidão para atividade física aos participantes. A proposta foi aprovada em primeira discussão.

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