Delegado aguarda por depoimento de testemunhas e motorista que atropelou jardineiro fica solto

Após ouvir as versões da esposa e do motorista Mark Lee Alves Reginaldo, de 20 anos, o delegado Antenor Batista, responsável pelo caso, espera ter nos próximos dias o depoimento das testemunhas do acidente que resultou no atropelamento e morte do motociclista e jardineiro Jefferson Moreira, de 37 anos, no bairro Jardim Anache. O jovem permanecerá em liberdade, já que o tempo do flagrante, de 24 horas, expirou e não houve o pedido de prisão temporária ou provisória.

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Nesta quarta-feira (26), Lee e a esposa se apresentaram a polícia, dois dias depois do acidente, ocorrido no dia 24. Acompanhado do advogado, o motorista entrou na delegacia sem falar com a imprensa e escondendo o rosto com um casaco preto. Ao delegado, o jovem alegou que não teve a intenção de atropelar e nem de matar o jardineiro. Lee informou que tanto a sua esposa quanto ele não têm habilitação para dirigir.

Conforme a versão do casal, o veículo Peugeot Hoggar, de cor branca, foi comprada por eles há cerca de uma semana e estava com a documentação irregular. No dia do acidente, o rapaz saiu de casa para levar a motocicleta de um amigo para a borracharia e depois pediu a esposa que fosse busca-lo de carro. A mulher parou o veículo na contramão da Rua Abrão Anache e, quando saiu, atravessou a pista sem ver o motociclista.

Jefferson vinha pela via em baixa velocidade e atingiu a lateral traseira da pick-up. Logo em seguida, o motociclista desceu da moto e foi até o veículo, que parou no cruzamento com a Avenida Jeronimo de Albuquerque. Neste momento, Lee, que estava no banco de passageiro, desceu e passou a discutir com o jardineiro. Ao delegado, o rapaz declarou que o motociclista estava muito nervoso e fazia ameaças, inclusive, perguntou para a sua esposa se ela gostaria de ver o marido morto.

O jovem comentou também que Jefferson chegou a arrancar as chaves do veículo da ignição e ameaçou bater nele com o capacete. Eles trocaram empurrões até Lee conseguir recuperar a chave do carro, entrando e ligando o automóvel. No veículo, além da esposa, também estava a filha de apenas quatro anos de idade. O casal destacou que todos estavam muito nervosos e com medo do motociclista.

Ainda conforme a versão do motorista, após ligar o carro, engatou a marcha ré para desviar de Jefferson, que estava na frente impedindo a sua saída. Depois, ele avançou e acabou passando por cima do motociclista, arrastando-o por alguns metros. Lee disse que não parou após o atropelamento por sentir medo e seguiu até a casa da sogra, onde deixou a esposa e a filha. Depois, levou o veículo até o lava-jato no bairro Nossa Senhora das Graças, de onde pegou um motorista de aplicativo para buscar a esposa e a filha e se esconder na casa de um parente até a tarde desta quarta-feira (26).

Como havíamos noticiado anteriormente, o depoimento de Lee e da sua esposa seguem a orientação da defesa, que buscará provar que o casal agiu numa espécie de ‘legitima defesa’. Para o advogado que os representa, as imagens gravadas pelas câmeras de segurança dos estabelecimentos comerciais da esquina dão veracidade a versão do casal. Para o delegado, trata-se de uma fatalidade, com todos os envolvidos errados em algum ponto. O caso segue em investigação, Lee foi indiciado por homicídio, mas irá permanecer solto até uma nova decisão.

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