O consumo exagerado de bebida alcoólica; a tragédia familiar

O consumo exagerado de bebida alcoólica provocou uma tragédia e marcou para sempre a vida de uma família campo-grandense. Era madrugada de Natal, dia 25 de dezembro, e todos da família Stephan estavam reunidos para celebrar a data até que a discussão entre um dos casais do grupo familiar interrompeu o festejo. Pryscilla Stephan da Silva, de 38 anos, já havia consumido muita cerveja quando se desentendeu com o marido, Paulo Gilberto de Souza Rodrigues, de 29 anos, por motivos fúteis.

Fernando Potrich

A mulher, que trabalha como diarista, queria usar o carro do marido para pegar o seu filho, que estava em outra casa distante apenas três quadras de onde estavam, na Vila Fernanda. Segundo a versão de familiares, Paulo não deixou a esposa ir, mas ela insistiu e entrou no veículo, modelo Fiesta, recém-comprado pelo casal. Foi neste momento em que a mãe de Prycilla e a sua tia, Ivonete Pache Stephan (foto de capa), de 56 anos, tentaram impedir que ela saísse com o carro da garagem.

Prycilla tem problemas com bebidas alcoólicas e ainda está aprendendo a dirigir. Apesar dos apelos da mãe e da tia, a mulher ligou o carro, engatou a marcha ré e atropelou Ivonete, que foi lançada contra o muro e o portão da garagem. Em seguida, a motorista bateu o carro contra uma lixeira e parou na calçada. O veículo ficou parcialmente destruído.

Ivonete chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas ela não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local do acidente. Prycilla foi submetida ao teste de bafômetro, que apontou 0,58 miligramas de álcool por litro de sangue. A diarista foi autuada em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor e por dirigir embriagada. No entanto, ela não permaneceu presa e irá responder em liberdade.

A vítima fatal desta história iria se encontrar com o filho mais velho no mês que vem. Eles não se viam há 38 anos, desde quando o menino foi morar com o pai, ainda quando tinha um ano de idade. Ivonete tem outros três filhos, sendo duas mulheres e um segundo homem. Para o reencontro, a costureira iria viajar e estava muito ansiosa. Ela foi sepultada nesta quarta-feira (26) no Cemitério do Cruzeiro, sem sequer ter um velório digno devido à gravidade dos ferimentos. A família estava muito abalada e não quiseram conversar com a imprensa.

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