Capital tem queda no número de notificações de Dengue

Campo Grande obteve uma queda impressionante no número de notificações de Dengue neste último ano. De acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), divulgados nesta quarta-feira (02), foram 2.374 casos, diferença de 816 registros a menos que em 2017, quando a cidade teve 3.190 notificações. Aliás, nos últimos quatro anos, 2018 foi o ano em que se obteve o menor registro da doença, mas isso não se aplica às demais doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti, como a Febre Chikungunya e o Zika Vírus.

Carlinos cabelo

De acordo com a série histórica extraída do boletim epidemiológico da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV), de janeiro a dezembro de 2015 foram notificados 14.450 casos de Dengue na Capital. No mesmo período de 2016, esse número subiu para o recorde, até então, 28.469 notificações. A partir de 2017, com o projeto ‘Cidade Limpa’, os casos da doença começaram a cair, encerrando o período com 3.190 notificações. Agora, em 2018, reduziu ainda mais para 2.374.

Entretanto, para o secretário de Saúde Pública, Marcelo Vilela, apesar do saldo positivo é necessário que todos estejam conscientes e façam sua parte no controle e combate do mosquito, principalmente nessa época do ano, onde os cuidados devem ser redobrados por causa das chuvas de verão. Em 2018, Mato Grosso do Sul registrou duas mortes por conta da Dengue, ambos os casos ocorreram em Três Lagoas e vitimaram Gabriel Roseno Baltazar Neres, de 13 anos, e a professora Elizabeth Castelani Santos.

“A instabilidade climática proporciona um aumento natural na proliferação do mosquito, que é potencializado pelo descarte ou armazenamento inadequado de materiais acumuladores de água e, consequentemente, traz riscos à população. Por isso é preciso que todos nós estejamos envolvidos nesta causa. Não adianta somente o Poder Público fazer a sua parte se a população não colaborar”, disse Vilela.

Quanto à isso, a Sesau, através do Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LiRAa) divulgado em novembro do ano passado, apontou 27 áreas com índices superiores a 3,6% de infestação. A área mais crítica é da UBSF Paradiso, que abrange os bairros Monte Castelo, Seminário e Vila Nossa Senhora das Graças, com Índice de Infestação Predial (IPP) de 9%. Em maio, o IPP da área era menor que 2%, o que representa um aumento de mais de 6%.

As áreas das UBSFs Jardim Azaleia e Alves Pereira apresentam índice de 8.1%, seguidas da UBS Mata do Jacinto e UBSF Vila Fernanda com 6.7%, UBSs Universitário e Caiçara com 6.6%. O levantamento revela ainda que 15,32% dos focos do mosquito foram encontrados em baldes, 14,74% em pneus, 11,56% em latas, 7,37% em tambor, 5,78% em caixas d’água e 5,35% em vasos de plantas.

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