Por singelos R$ 2,00, salário mínimo não chega aos ‘milzão’

Faltou ‘ridículos’ R$ 2,00 para que o trabalhador brasileiro pudesse ter, já neste ano de 2019, o salário mínimo de R$ 1.000,00. Uma das primeiras ‘canetadas’ aplicadas pelo novo presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi o reajuste salarial, até então previsto para que fosse elevado à R$ 1.006,00. Se por um lado o bolso do trabalhador não terá as 10 notas de R$ 100,00, as contas e o preço dos produtos não deverão ter ‘o mesmo olhar’, impactando profundamente nas despesas diárias de mais de 48 milhões de famílias que sobrevivem unicamente com o mínimo no país.

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Ao todo, o aumento real aplicado foi de R$ 44,00 (4,6%). O decreto assinado por Bolsonaro na terça-feira (1º) também determina o valor diário mínimo a ser pago para o trabalhador, que deve ser de R$ 33,27, e o valor por hora de R$ 4,54.

Em novembro passado, a estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) era de que uma família, composta por quatro pessoas – entre adultos e crianças –, precisaria de, no mínimo, R$ 3.959,98 para conseguir ter uma vida digna mensalmente no país, levando em consideração o custo com alimentação, transporte e contas como água, luz e aluguel, entre outras despesas consideradas essenciais.

No contraponto da coisa, para o Governo Federal, um reajuste simples, de R$ 1,00, por exemplo, resulta numa diferença mensal na folha de R$ 300 milhões. Até o mês passado, a previsão era de que o salário mínimo fosse elevado para R$ 1.006,00, conforme aprovado pelo Congresso Nacional, mas a expectativa agora é de uma inflação menor do que se previa até então, segundo explicou a equipe econômica do novo governo.

O reajuste do salário mínimo obedece a uma fórmula que leva em consideração o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes e a variação da inflação, medida pelo INPC, do ano anterior. Em 2017, o PIB obteve uma alta de 1%, já o INPC de 2018 só será possível saber no início do ano que vem e, por isso, o Governo usa sempre uma previsão para propor o aumento.

Além da inflação e do resultado do PIB, no reajuste do mínimo de 2019 está embutido uma compensação pelo reajuste autorizado em 2018, de 1,81%, que ficou abaixo da inflação medida pelo INPC.

É sempre bom lembrar que o ano de 2019 é o último de validade da atual fórmula de correção do mínimo, que começou a valer em 2012. O próximo presidente da República, Jair Bolsonaro, ainda não detalhou qual será sua proposta para o salário mínimo de 2020 em diante.

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