A confusão dos deputados que ficaram com os restos

Existe um resto de mandato referente às eleições de 2014 para a Câmara Federal, entre os dias 1 e 31 de janeiro, a ser ocupado pelos suplentes. Ponto. Apenas um detalhe, a imprensa não soube informar de forma clara para os leitores.

 

 

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Foram abertas três vagas: de Geraldo Resende (PSDB) – não eleito em 2018 – , que foi pinçado para a função de Secretário de Saúde do Estado; Tereza Cristina (DEM), eleita mas que irá ocupar o cargo de ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e Luiz Henrique Mandetta (DEM) – não concorreu à reeleição, apostando tudo em Bolsonaro – e ai tem muita coisa a ser dita.

Por ordem, serão empossados, na ordem: Coronel Isaias Bittencourt (PRB); Carla Stephanini (MDB); e Junior Coringa (PSD).

Isaias, conquistou 9.648 votos, pouco mais que o necessário para ser vereador da Capital; Carla Stephanini, 19.533 votos, que sequer conseguiu se reeleger vereadora na capital; e Júnior Coringa, 15.738 votos e que também não conseguiu se reeleger.

Ainda que restem promessas, receberão os salários para “nada”, uma vez que a Câmara está em recesso, mais auxílio mudança, mais verba de gabinete. Culpados? Não. Tantos farão isso pelo Brasil afora.

A repulsa é pela Câmara Federal e seu estatuto esdruxulo. Se há recesso, por qual motivo se convoca suplente?

É como se a empresa entrasse em férias coletivas e contratasse funcionários para não fazer nada e receber todos os benefícios.

Mas isso é pelo fato de o Dinheiro dispendido (gasto mesmo, jogado fora, queimado) é o nosso. Vergonha, nenhuma…

Por este um mês de trabalho, receberão salário de R$ 33,7 mil, cota parlamentar de R$ 40,5 mil, além do direito de contratar 25 assessores e verba para mudança de domicílio – sua cidade para Brasília por um mês, de R$ 33,7 mil – para ir e para voltar.

Vejam bem, Geraldo Resende não conseguiu se reeleger, mas seu suplente terá proventos de mais de R$ 100 mil reais, por direito – ainda que abra mão de parte desse valor, esse rapaz dos 5 mil tijolos e que tem um cargo de qualquer coisa na Prefeitura de Campo Grande ainda vai aumentar sua poupança em muito, muito, muito…

O pastor, coronel etc. e tal, também; bem como Carla Stephanini, vereadora sem brilho, terão direito ao mesmo valor.

Quem assume no lugar dos deputados eleitos em 2018?

Bem, vamos deixar de lado o Carlos Marun com suas dancinhas – ele já descolou um cargo de conselheiro da Itaipu Binacional, com mandato até 16 de maio de 2020,  salário de R$ 27 mil para um trabalho que requer reuniões a cada dois meses  que lhe permitirá trabalhar pouco, dedicando tempo integral para lustrar as botas do ex-presidiário André Puccinelli. Nada de novo uma vez que Dilma foi conselheira da Petrobrás e comprou uma refinaria com preço superfaturado.

Vamos ao que interessa. Com as contas gordas, Coringa ainda manterá a sua sub sei lá o quê, no governo municipal de Marquinhos Trad com salário superior a R$ 10 mil; Carla Stephanini e o Pastor Coronel etc e tal manterão suas boquinhas em algum cabide… Nó, desempregados ou subempregados, ou… pagaremos a conta com a dor na consciência – se é que a maioria tem – de havermos elegido esses…

Para os eleitos em 2018, sai apenas a deputada eleita Teresa Cristina – essa é do ramo, ex- coordenadora da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) – mas entraria Geraldo Resende cujo sonho é ser prefeito de Dourados, no entanto, como foi pinçado a secretário de Saúde do Estado, em seu lugar assume Beatriz Cavassa, ex-primeira dama de Corumbá, desde que a Justiça não coloque impedimento ao ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal – são muitos votos de diferença e um ranço enorme com o ex-prefeito.

Um pouco de moral e a decisão de pular fora

Com a nomeação de Geraldo Resende para o cargo de secretário de Saúde do Estado, o primeiro suplente da coligação, Marçal Filho (PSDB) oficiou ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), renunciando ao cargo. “Eu não aceitei porque acho que é um absurdo você estar de férias e ainda ser remunerado por isso. Seria convocado para um mês sem fazer nada, absolutamente nada sem poder protocolizar proposições, projetos, nada, simplesmente nada simplesmente receber um bom salário com verba indenizatória, verba de gabinete, isso e aquilo”, declarou Marçal.

Então, estamos assim:

Coringa, Stephanini e Bittencourt recebendo tanto para nada, até porque nada podem fazer.

Falha de ética? Talvez. Mas, afinal, por que manter esse sistema de poder entronizar no Dinheiro Público suplentes para nada. Não está na hora de mudar? Somos e seremos palhaços até quando?

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