PT desabafa: Nasci de ‘manés’ e me criei com malandros

Profético Bezerra da Silva quando diz que “E malandro é malandro / Mané é mané / Podes crer que é… Vamos dar uma oportunidade para quem vem com um viés diferente, porque o bom malandro se faz de mané.

 Nos idos da década de 1980, em meio à efervescência dos movimentos sindicais, da luta contra a Ditadura Civil-Militar, quando esta agonizava e as forças mais conservadoras foram colocadas ao muro; quando não se podia conceber que brasileiros estivessem exilados, quando João Bosco e Aldir Blanc clamavam pela volta do irmão do Henfil e de tanta gente que partiu, e o personagem Sebá, em Viva o Gordo sofria como “O último exilado” e, louco para voltar ao Brasil reagia às notícias sobre a situação política que recebia pelo telefone de sua mulher, Madalena, com um exasperado: “Você não quer que eu volte?”… Assim nascia um partido dos Trabalhadores, fossem eles braçais ou intelectuais.

Entre os tantos Antônios Carlos Magalhães, Paulos Malufs, Magalhães Pinto, Armando Falcão, Ibrahim Abi-Ackel etc, havia a possibilidade de reformar o país, retomá-lo para a democracia tão cara para nós, tão inovadora.

“Retrocemos” Fernando Henrique Cardoso, Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, José Serra, Prestes. Abrimos a perspectiva de que o país estava tomado pelos brasileiros com suas concepções ideológicas diversas, mas definitivamente “Querendo Acertar Nossa Nação”, cada qual em sua ideologia, mas que o povo decidisse;

Outros partidos foram criados, a maior parte deles com aproveitadores da fé alheia – ainda que pareça, não tem nada a ver com o neopetencostalismo. Aproveitadores, estelionatários de todos os tipos que criaram tantos partidos. É histórica a briga entre Brizola e Ivete Vargas pela reivindicação da sigla PTB, enquanto todos os outros se debatiam na criação de tantos e tantos partidos- sem ideologia, sem nada.

O que surgia forte eram o antigo MDB (agora PMDB) e Arena (depois PDS), no entanto o movimento sindical surgiu, as forças que antes se aglutinavam no saco de gatos chamado PMDB ruía. Criados, então o Partido dos Trabalhadores, de líderes sindicais, artistas e intelectuais e, posteriormente o PSDB, formado por políticos de oposição ao regime civil-militar e intelectuais. Seria o grande futuro para o desenvolvimento pleno do país.

Mas, vai dai que…

“Malandro é malandro e mané é mané”

Aproveitaram-se disso todos os “tortos” e até os bem-intencionados. Apostaram no longo tempo, e aumentaram a própria fortuna, enfim. Basta ver o quanto um determinado advogado ganhou com as ações da anistia, basta ver quanto os pseudos-esquerdistas empanturrados de ideologias e sonhos de mundos perfeitos, desde que o mais perfeito fosse seu próprio mundo, para tocar suas vidas de forma abastada.

Bandidos se reuniram ao entorno de uma sigla partidária, a mais forte e com mais forte apelo popular e, pior, tornaram marginais os ideólogos.

É estudado e sabido que os presos políticos da década de 1970 doutrinaram presos comuns, mas por objetivos também comuns, criaram um determinado “normal a ambos”. Parafraseando Joelmir Beting, “O PT é, de fato, um partido interessante. Começou com presos políticos e vai terminar com políticos presos.”  E assim foi.

Incoerências

A esquerda sempre criticou, com razão, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), instituída pelo governo Getúlio Vargas, no entanto a defende hoje com unhas e dentes, pois controla os sindicatos (milhares) e outras distorções como Centrais, Movimentos etc.

A esquerda sempre deu ares de endeusamento ao Joelmir Beting quando ele, de forma coerente, atacava os absurdos do regime civil-militar, mas tratou de endemonizar quando criticou as formas petistas de governar.

Hoje a esquerda petista condena tudo o que a afeta. Esqueceu que seu “politicamente correto” buscou censurar vários livros de Monteiro Lobato, cancioneiros como “Atirei o Pau no Gato”.

A esquerda é burra

Sempre foi, sempre será, conforme constatado pela senadora Gleise Holffmann, presidente do partido dos militantes adestrados, quando compareceu à entronização do aprendiz de Ditador, Nicolas Maduro, mas, democraticamente, se negou, ainda que presidente de partido, comparecer à posse do presidente de seu país, Jair Bolsonaro.

PT desabafa: Nasci de ‘manés’ e me criei com malandros

O PT é assim, , “de fato, um partido interessante. Começou com presos políticos e vai terminar com políticos presos.”

Então você vai contestar: E os outros? Eles não criaram tantas perspectivas, não roubaram tanto. Retruco: 16 anos para tantos escândalos. O PT perdeu o rumo de uma história que poderia ser de glórias.

Ainda que

Bolsonaro não venceu a eleição. Militares estão no poder por capacidade, ainda que  a tenham, o ranço beirando o ódio aos insurgentes e depauperados cidadãos excluídos, não nasceu gratuitamente, a história não pode nem deve ser reescrita, mas a malandragem venceu a miguelagem e nos tornamos um país de pouco mais de 200 milhões de manés administrador por um tanto de malandros.

Vamos dar uma oportunidade para quem vem com um viés diferente, porque o bom malandro se faz de mané.

 

 

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