A Saúde de mal a pior: Mandetta descobriu a roda e o secretário de saúde da Capital não aprendeu a fazer contas

O atual ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta quer implantar o 3º turno nas Unidades Básicas de Saúde depois que descobriu que o horário de atendimento coincide com o horário de trabalho de grande parte dos trabalhadores. Enquanto foi secretário de saúde do município, durante a gestão de seu primo Nelsinho Trad, atual senador, a saúde foi sofrível (para usar um termo delicado) e houve a não implantação do sistema de gestão de informações em Saúde (Gisa) que nunca funcionou mas pagou a alguns dos envolvidos na Operação Lama Asfáltica (investigados e presos por crimes cometidos) mais de R$ 8 milhões. Agora, na função de ministro, mantém o foro privilegiado que já possuía como deputado federal.

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“A mulher trabalhadora e o homem trabalhador, muitas vezes, saem de casa antes das 7h e voltam depois das 18h. Ou seja, a unidade básica de saúde, para eles, fica praticamente inalcançável”, afirmou o ministro, conforme registro feito pela Agência Brasil.

E o atual secretário municipal de Saúde, Marcelo Varela aprovou junto ao prefeito Marquinhos Trad o horário estendido em 10 unidades de saúde, que funcionam ininterruptamente das 7h às 19h, sem intervalo e de segunda a sexta-feira. Marquinhos e Varela não dependem do caótico transporte público urbano de Campo Grande e, não entendem que é quase impossível estar na Unidade de Saúde antes das 19 horas.

Em 2016, final da gestão Bernal, o projeto estava implantado em 20 postos de saúde, segundo o ex-secretário Ivandro Fonseca e tinha aprovação de 67% dos campo-grandenses segundo pesquisa da ouvidoria do SUS (Sistema Único de Saúde).

Cada unidade de saúde tinha o próprio cronograma de atendimento, que poderia ser de segunda a sexta ou em dias alternados, ao custo de R$ 85 mil por unidade.

A conta não fecha

As administrações municipais parece que não conseguem conhecer as quatro operações básicas (adição, subtração, divisão, multiplicação), ou pouco se importam com a saúde da população. “Disse e repito, uma vez que o eleitor sempre reclama da Saúde Pública, tanto faz como tanto fez”.

As unidades básicas tratam da saúde preventiva. Bem tratado os pacientes não necessitam lotar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Cuidam de seus males antes que se tornem graves. É obvio, e se colocado na ponta do lápis é claro e evidente que o custo para o tratamento fica reduzido. Então, de onde ele concebeu essa matemática de que os R$ 85 mil é oneroso para os cofres públicos? E o que, para ele, significa investir na saúde? Custo? Será que é menosprezar a saúde dos outros, da população menos assistida, que não tem condições de arcar com os custos de um plano de saúde, aqueles paciente os quais ele atende em seu consultório particular ou nos hospitais aonde trabalha?

Veja a nota da Sesau:

O programa terceiro turno findou-se no em 2016 e não teve continuidade por não atender critérios técnicos e de efetividade , considerando que fora deixado deficit milionário na Saúde (e os mais de R$ 8 milhões do GISA de Mandetta e Nelsinho Trad? – nota do editor) pois os projetos existentes à época não recebiam recursos do Ministério da Saúde e não tinham sustentabilidade financeira. Por ser executado em regime de plantão, o mesmo gerava um ônus de aproximadamente R$100 mil por mês por cada unidade.

Além disso, o chamado terceiro turno funcionava de duas a três vezes por semana, somente em quatro unidades. Neste ano, através de um processo de reorganização de trabalho e sem gerar custos, a atual gestão implementou o atendimento em horário estendido, que já está em funcionamento em 10 unidades de saúde e até o fim de janeiro, outras 11 devem ser contempladas, com funcionamento de 07h às 19h sem intervalo de segunda a sexta-feira.

O objetivo é facilitar o acesso da população e garantir atendimento de qualidade. Consequentemente, a medida deve contribuir também para desafogar as unidades de urgência (UPAs e CRSs), uma vez que, 70% dos pacientes hoje atendidos nestas unidades poderiam ter o problema resolvido na atenção básica. Além disso, a SESAU tem investido na implantação das Clínicas da Família. Somente esse ano quatro novas clínicas devem ser entregues.”

Ou seja, fez que fez, desfez, e voltou a fazer. Aliás vários projetos foram encerrados e agora retornam com outros nomes.

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