Tantas mortes. Tudo é perdão. Tudo é possível e nosso jornalismo não ajuda

O Relatório Mundial de Direitos Humanos traz, no capítulo sobre o Brasil, dados sobre violações relacionadas à liberdade de expressão, com restrição ao trabalho da imprensa, sobretudo, durante as eleições presidenciais, com a intimidação de mais de 140 repórteres. É risível isso. Não existe liberdade de imprensa pela própria imprensa. Desde há muito grande parte dos jornalistas são cooptados. Vamos fazer o levantamento de quantos deles são filiados a este ou aquele partido. Parem com isso, não existem santos.

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Aborda também os mais de 1,2 milhão de casos de violência doméstica pendentes nos tribunais (veja bem, não foram poucos, e o que Justiça faz, senão vistas grossas) a possibilidade de retorno das terapias de conversão para mudar a orientação sexual ou a identidade de gênero de um indivíduo (estão mais bem assistidos do que as vítimas de violência diária); os mais de 1.246 casos de trabalho análogo à escravidão registrados entre janeiro e outubro de 2018 (isso sim é crime); o aumento do uso de agrotóxicos no campo (matando lentamente, né, ministraTeresa Cristina); e o enfrentamento dos abusos cometidos durante a ditadura militar no Brasil (de qual parte? Apenas uma?).

O documento destaca a chegada de migrantes venezuelanos no Brasil. Dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), agência ligada às Nações Unidas, mostram que entre janeiro de 2014 e abril de 2018, 25.311 venezuelanos solicitaram autorização de residência no Brasil. De janeiro de 2014 a julho de 2018, 57.575 pediram refúgio. E a presidente do partido que esteve durante 16 anos no poder apoia a Ditadura Bolivariana, mas repudia um governo legitimamente eleito no Brasil, ainda que não se concorde com ele, que hajam divergência, ainda que… foi eleito. Toda uma grita contra o impeachment da ex-presidanta, que havia sido democraticamente eleita e substituída pelo seu vice, escolhido por ela e pelo partido, mas quando um presidente é eleito, a coisa muda de figura. Irresponsável e ridícula nossa esquerda. Tanto a fazer e 16 anos para colocar seus projetos “milagrosos” e nada.

O Brasil concedeu refúgio a 14 venezuelanos em 2016 e negou a 28. “Até novembro, mais de 3.100 venezuelanos haviam se beneficiado de um programa federal de transferência para outros estados”.

Foram relembrados também os casos de agressões ao venezuelanos em Roraima, ocorridos em março do ano passado. O caso não é agressão, o caso é repúdio contra tudo o que ocorre num mundo que teve seu auge em 1917, mas acabou, ruiu como o muro de Berlim, como o saque executado contra o dinheiro do povo brasileiro que levou o presidente Lula ao presídio, que permitiu manifestações das massas de manobra contra a extradição de um criminoso com, Césare Battisti, que viveu muito bem sob o perdão  de Lula e dinheiro dos movimentos esquerdistas, que liberou José Dirceu e outros na canetada da poste presidanta.

Tudo é perdão. Tudo é possível e nosso jornalismo não ajuda.

Por Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil  São Paulo

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