Há um mundo paralelo chamado Petelândia. Vamos pensar a ridícula “esquerda brasileira”

O Brasil passou por momentos difíceis , isso é inegável. Vocês, a maioria dos atuais eleitores não viveram a ambiguidade da velha para a nova república, nem eu. Mas a função do jornalista me obriga a pesquisar. Getúlio, sagazmente, descobriu que necessitava da população organizada para tocar um projeto de governo que “desse certo”. Formou  cooperativas e sindicatos. Cooptou  a classe trabalhadora. Atraiu Brizola – uma metralhadora giratória;

Acabou. O Brasil virava uma página; Maria Adelaide Amaral escreveria essa história melhor do que eu.

Jango se perdeu, isso em 1964. Fraco, incapaz. Foi o grande promotor do golpe civil-militar de que nos jogou nos anos de chumbo, e foi acompanhado de seus pares, mentores intelectuais de uma ideologia que já, então, em 1964 se desgastara. A terrível Unidade Democrática Nacional, venceu? Não, a esquerda perdeu pela sua própria incapacidade.

Vivemos um período ditatorial. Viva ter um país em nossas mãos. Viva criar uma corja de políticos corruptos. Viva embaralhar religião com política. Padres, Bispos , Cardeais com suas concepções, algumas boas, outras más; Pastores neopentecostais que arregimentam cegos doutrinados que, em nome de um deus irreconhecível, buscam tomar o poder pelos dízimos e pelos cargos. Viva o nosso país.

Então foram eleitos Sarney, Collor (esse que sofreu impeachment) e veio Itamar Franco. O suspiro; bobinho, mas competente. Então Fernando Henrique Cardoso e sua equipe econômica que nos salvaguardou de uma hiperinflação. Ufa. Permitiu que o próximo presidente desse prosseguimento a projetos sociais que retiraram o pais da miséria absoluta. Do milagre econômico da ditadura ao caos social da fome e miséria.

Daí veio o poste, da mandioca, das mulheres sapiens, da bola de borracha. O escárnio de uma Nação. Apinchada do poder, o contraponto do golpe, que nunca foi golpe, pois apenas uma substituição pelo vice Michel Temer, escolhido pelo próprio Partido dos Trabalhadores.

Aquele partido que faria a diferença, repleto de ideologias sinceras, a redenção da política, e que se mostrou inútil, bandido, escorchador  de tudo o que nos pertencia. Não, não foi o contraponto de períodos tão negros da Ditadura, foi além, demonstrou sua incompetência, a mais absoluta falta de caráter.

Com muita propriedade nos demostra a página de facebook dos Policiais Federais:

“Há um mundo paralelo chamado Petelândia. Nele, o ex-presidente Lula não é alguém encarcerado por corrupção, mas um preso político. Na Petelândia, as eleições do ano passado foram ilegítimas pela não participação de Lula.

Nesse universo à parte, porém, a reeleição de Nicolás Maduro na Venezuela foi legítima, apesar de dois de seus adversários terem sido presos para não concorrer, o que gerou contestação até da Organização dos Estados Americanos (OEA). Na Petelândia, o terrorista Césare Battisti é uma vítima de governos autoritários, apesar de a Itália ser um país democrático e sua extradição ter sido defendida até mesmo pelos partidos italianos de esquerda.”

A direita representada por Jair Bolsonaro não foi vencedora. Você, Petelândia, perdeu. Preferimos assim, Lula e tantos nas cadeias e uma nova realidade. Hoje, os militares que assumiram as pastas ministeriais não são os mesmos guiados pelos expertos e sagazes políticos de outrora. Hoje estão mais imbuídos de seu espírito nacionalista. Se tiverem que derrubar um Capitão envolvido em tantas denúncias e caminhando na lama de uma família desconcertada, generais não temerão.

Ruim com o que chamam de “direita”, nos livramos, ao menos, de uma esquerda indigesta, inconsequente e corrupta.

 

 

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